Foto: Arquivo/Cada Minuto Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Assembleia Legislativa de Alagoas

A sessão na Assembleia Legislativa de Alagoas desta quinta-feira (20) foi marcada pelo debate devido ao rateio do Fundeb que foi encaminhado para Casa pelo governador Renan Filho. Alguns parlamentares fizeram um apelo para que os deputados se unissem e aprovassem o rateio antes do Carnaval. Mesmo assim, a 7ª Comissão de Administração, Rel. do Trabalho, Ass. Mun. e Defesa do Cons. e Contribuição não aceitou a reunião extraordinária e o rateio vai ficar para depois do Carnaval.

No início da sessão, a deputada Jó Pereira, que trouxe a discussão do tema, disse que o rateio é importante para os professores, mas que nos últimos anos o rateio chegou no recesso dos deputados.

“Esse ano chegou perto do retorno do trabalho. O governador disse que caso não aprovássemos a distribuição do rateio, os professores não receberiam antes do Carnaval. O recurso já está disponível”, comentou a parlamentar.

A deputada também chamou atenção que o parlamento deve ser “instrumento de solução para os problemas da sociedade” e afirmou que após a sessão ordinária, duas comissões iriam se reunir para tratar do assunto, e que contava com a presença de membros da 7ª Comissão. Porém, a comissão não aceitou a convocação.

Além da deputada Jó Pereira, Silvio Camelo, Galba Novaes e Cibele Moura tentaram sensibilizar os outros parlamentares, mas sem sucesso.

"A culpa não é do parlamento"

Ainda durante a sessão, o deputado Bruno Toledo (PROS) disse que o Governo não manda na Assembleia Legislativa e que Renan Filho “jogou a culpa nos parlamentares com o rateio do Fundeb”.

“O governador, de maneira deselegante, vai para a tribuna dizer que nós somos o culpado com o eventual confisco das sobras que só tem destinação especifica para a remuneração dos professores que estão em sala de aula”, afirmou Toledo.

Bruno disse que os parlamentares não são culpados e criticou a atuação dos sindicatos. “Não vi pressão e manifestação do sindicato contra o Governo. Será que os dirigentes sindicais foram para o carnaval e a classe dos professores ficou sem os representantes?”, questionou. “O parlamento não é replicador das falas governamentais”, disse.

Por fim, o deputado Francisco Tenório (PMN) também criticou o Governo e disse que acredita que se trata de uma jogada eleitoral. “O governador chegou no começo do ano como se tivesse dando o 14º para os professores. Parece até que ele está brincando com analfabeto, mas os professores não são. Eles são os responsáveis pela educação do estado”.