Foto: Daniel Paulino / Cada Minuto Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Bloco Pinto da Madrugada

Atualizada às 11h46

O bloco Pinto da Madrugada, que é considerado como o maior bloco de pré-carnaval do Nordeste e um dos maiores do País, desfila na orla de Pajuçara e Ponta Verde na manhã deste sábado (15), levando mais de 10 orquestras de frevo de todo o Estado, além de carros alegóricos, mascote, ala de estandartes antigos, alegorias, fantasias, passistas e os clarins do Galo da Madrugada.

Com o tema “Alagoas, um mar de cultura”, o bloco vai destacar as principais manifestações culturais alagoanas em todo o desfile. Ao Cada Minuto, o diretor do bloco, Hermann Braga disse que o segredo para que o tradicional pinto da madrugada venha se manter durante tanto tempo na folia é persistência e amor pela cultura alagoana.

“O Pinto da Madrugada é mais do que um bloco que passou de gerações, ele é do povo alagoano, e sempre lutamos para dar esse sentimento de pertencimento ao nosso estado. Infelizmente, ainda batalhamos para torná-lo sustentável. Encontramos muitos entraves no caminho, como o fato de não termos um dia só para o desfile do Pinto, o que nos impossibilita ter a avenida só para o bloco e captar grandes patrocinadores, e a inconstância dos poderes públicos em relação a patrocínio. É uma luta árdua, mas onde o amor ao frevo, à tradição e a cultura, acaba falando mais alto”, destacou o diretor.

Ele ressalta ainda a importância do dia do Pinto da Madrugada para a economia do estado. Um estudo recente feito pelo Observatório da Economia Criativa e da Economia do Turismo do Estado de Alagoas (OBECT), sob a responsabilidade do professor doutor Elder P. Maia Alves, mostrou que dos R$ 148 milhões que as prévias carnavalescas de Maceió movimentaram em 2019, 80,4% ou R$ 119 milhões estão diretamente ligados ao Pinto da Madrugada. Esse montante representa cerca de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do município de Maceió em valores atualizados.

“A economia criativa é uma realidade em nosso Estado e o Pinto da Madrugada é um propulsor desse movimento. Precisamos, junto com o poder público, valorizar e fortalecer isso. O bloco Pinto da Madrugada é de todos os alagoanos”, afirma Braga. 

Hermann frisou ainda que sentiu a necessidade de ampliar as ações que acontecem de maneira paralela ao cortejo de carnaval. “O Pinto sempre teve suas prévias, como o réveillon, o mungunzá e o aniversário de pinto. De dois anos pra cá intensificamos essas ações criando um calendário, junto a parceiros, que durasse o mês todo, assim, levamos a cultura e a alegria do bloco para mais pessoas, por mais tempo. A ideia é fazer ações culturais durante todo o ano. O retorno que temos das prévias é muito positivo, principalmente para os foliões, que tem oportunidade de aproveitar nosso frevo por mais tempo”, pontuou.

Quem também marcou presença na festa foi um grupo de amigas de infância que desde 2012 viajam pelo Brasil levando o nome do cangaço brasileiro em forma de fantasia. Luana Acioli, advogada de 33 anos e representa do grupo conta como tudo começou. “Em 2012 fomos ao Rio de Janeiro, e nossa intenção era representar o Nordeste em uma outra região do país. Fomos de cangaço, e desde então nunca deixamos essa fantasia de lado”, disse Luana.

Grupo de amigas viaja pelo Brasil desde 2012 levando o nome do cangaço brasileiro em blocos e festas de carnaval.
Foto: Daniel Paulino/Cada Minuto 

 

Além de Luana, quem também aproveitou o sábado de folia foi o senhor Fred Silva, 55 anos. Ele que é aposentado mas trabalha como ambulante, disse que resolveu aproveitar o período de frevo nas ruas de Maceió para fazer uma renda extra com a venda de chapeis. Ele contou também que vê no calor intenso da capital um aliado para conseguir vender bastante. “Devido ao sol, escolhi vender chapeis, pois acredito que, devido ao calor e a temperatura, tenha bastante vendas”, disse o aposentado.

Foto: Daniel Paulino/Cada Minuto 

*Sob supervisão da editoria