Dando continuidades às ações do Janeiro Roxo, mês dedicado ao combate à hanseníase, o Programa Municipal de Combate à Hanseníase da SMS realiza, na próxima segunda-feira (27), uma série de ações simultâneas alusivas ao Dia D de combate à doença, celebrado mundialmente no domingo, 26 de janeiro. O tema da campanha de 2020 é “Diagnóstico precoce para prevenção de incapacidades em hanseníase”.

As ações do Dia D estarão concentradas na Unidade de Saúde da Família (USF) Aliomar Lins (Benedito Bentes), II Centro de Saúde (Praça da Maravilha), USF São Vicente de Paula (Pinheiro) e uma mobilização na Estação de Trem, no Centro, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e o Instituto Morhan (Movimento de Reintegração de Pessoas Atingidas pela Hanseníase). Nesses locais, serão informados os sinais e sintomas da doença com palestras em salas de espera, distribuição de material educativo, fichas de autoimagem e atendimento de casos suspeitos.

Segundo Vânia Bernardino, técnica do Programa Municipal de Hanseníase, com informação, é possível reduzir o estigma da doença e melhorar a detecção de novos casos. “Esse é um importante momento e visibilidade do problema e sensibilização sobre a doença, de alertar a sociedade civil para os sinais e sintomas, incentivando a procura pelos serviços de saúde. Além disso, é preciso mobilizar os profissionais de saúde sobre a busca ativa de casos novos para diagnóstico precoce e prevenção de incapacidades”, destacou.

Ao longo da campanha, outras unidades de saúde do Município também realizarão atividades simultâneas com palestras sobre cuidados básicos com a hanseníase, busca ativa de sintomáticos dermatoneurólogicos, palestras em sala de espera, distribuição de material educativo e fichas de autoimagem. Durante o Janeiro Roxo também estão sendo feitas atividades de educação e comunicação em saúde voltadas ao enfrentamento do estigma e da discriminação.

Tratamento da doença

Para os pacientes portadores da Hanseníase, o tratamento da doença é gratuito e pode ser realizado nas unidades de saúde de Maceió. Após iniciado o tratamento, a pessoa para de transmitir a doença quase imediatamente. Quanto antes for feito o diagnóstico, mais rápida e fácil também pode ser a cura da doença. O tratamento é feito por via oral, pela poliquimioterapia (PQT), uma associação de medicamentos que evita a resistência do bacilo e deve ser administrada por seis meses ou um ano, a depender do caso.