Ascom OAB
OAB/AL

Após um advogado ter sido agredido por um policial militar durante uma abordagem, a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Alagoas (OAB-AL) disse que já entrou em contato com o governador Renan Filho, com o secretário de Segurança Pública e com o comandante-Geral da PM, cobrando apuração imediata dos fatos.

Em nota, a OAB repudiou a agressão e disse que “é inadmissível que atos como este aconteçam rotineiramente por agentes da segurança pública”.

Ainda em nota, a Ordem informa que, mais uma vez um caso de agressão à um advogado ou advogada, será levado ao Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg). “Ao mesmo tempo em que a OAB-AL preza pela harmonia entre as instituições, vai exigir respeito e a mais rigorosa apuração do caso”, diz um trecho da nota.

A Associação Nacional da Advocacia Criminal em Alagoas também emitiu nota repudiando a ação e disse que solidariza com o advogado que “teve sua prerrogativa violada e foi vítima de abuso de autoridade”.

Também em nota, a Anacrim disse que “está no Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e é direito constitucional do suspeito ou acusado de ser acompanhado por um profissional, mas o advogado foi impedido de exercer sua atividade de forma violenta pelas forças policiais”.

“A Anacrim defende o Estado Democrático de Direito e para isso busca preservar os direitos fundamentais, individuais e coletivo, combatendo, dentre outras coisas, a violação das prerrogativas do advogado, profissional este que contribui significativamente nas transformações do país”, finalizou a Associação.

A Polícia Militar ainda não se posicionou sobre o caso.

*com Assessorias