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Em novembro de 2019 conversamos com  o jornalista Lucas do Jornal Tribuna Hoje sobre o povo preto alagoano e o 20 de novembro:

 
"O 20 de novembro é um  grande marco de resistência de um capítulo da história da humanidade. Resistir é fazer enfrentamento diário as desigualdades raciais que nos marginalizam nos mapas sociais.
O 20  de novembro é mais do que festa na praça para inglês ver, é bem mais. É a efetivação substantiva dos valores de um povo, a partir da ocupação de espaços políticos. Onde está o povo preto em Alagoas?
O 20 de novembro deveria ser a celebração de um punhado de conquistas ao longo dos anos.
Apontem conquistas políticas do povo preto das Alagoas. Ao menos  duazinhas...
Os quilombolas, o povo base da descontrução hegemônica das terras de Palmares,  ainda  luta pela posse e dignidade de ser povo e  a gente festeja na praça.
Festeja o quê?
O genocídio da juventude  preta, preta, pretinha é um grito surdo por balas perdidas, com alvo certo e a gente festeja na praça.
Festeja o quê?
Tem desfile, tem comida bonita sendo vendida em balaios tipo marketing, enquanto nas periferias nosso povo enfrenta o estômago que cola nas costelas, a fome.
Quando a política de um país desanda, o desemprego assola,  o povo preto é  o primeiro a ser atingido.
Nós estamos no meio do tiroteio político, desfocados e sem estratégias de sobrevivência. Somos bem mais do que direita, esquerda, volver. Somos a maioria da população brasileira e alagona, entretanto, ainda somos  a cota invísivel .
Como povo precisamos urgenciar a soma de todas nossas diferenças para sairmos do lugar comum dessa comercialização do 20 de novembro.
20 de novembro é dia de celebração da cosnciência negra.
E ter consciência não tem preço, ou tem, o da conscientização política."

Fonte: https://tribunahoje.com/noticias/cidades/2019/11/20/somos-a-cota-invisivel-da-populacao/