Foto: Maciel Rufino / Cada Minuto Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Ex-governador, ex-deputado federal e atual presidente estadual do Partido Democrático Trabalhista (PDT) Ronaldo Lessa.

O Cada Minuto entrevista deste sábado (18), conversou com o ex-governador, ex-deputado federal e atual presidente estadual do Partido Democrático Trabalhista (PDT) Ronaldo Lessa, que comentou sobre a possibilidade dele ser candidato a prefeito de Maceió.

Ainda durante a entrevista Ronaldo Lessa fez uma avaliação da gestão de Rui Palmeira, citou algumas cidades em que o PDT pode ter candidatos na disputa majoritária e avaliou o cenário eleitoral em Maceió. 

A gestão de Rui Palmeira está chegando ao fim, como senhor faz uma avaliação destes 8 anos de mandato?

A primeira gestão dele me pareceu até melhor do que a segunda, porque a economia ainda estava menos afetada, depois a crise foi maior, a queda da arrecadação foi geral, grande parte dos municípios gasta mais com saúde do que a constituição manda, por exemplo. Então eu vejo que o primeiro governo ele pode produzir melhor, o segundo já foi mais difícil, agora com esses empréstimos eu acredito que ele possa dá uma subida e responder alguns desafios à altura. A beira da lagoa, por exemplo, tá um desastre, quem viu o meu período de governo e vê como está hoje, dá uma tristeza de ver aquilo, entre outros lugares também. 

Acho que agora com esses empréstimos ele tem a oportunidade melhorar a situação e equilibrar. Foi como também o governo do estado, pois Renan Filho pegou uma época boa, pois houve a renegociação da dívida, ficou sem pagar aquela dívida pesada que eu e outros governos pagávamos, então houve um período bom para o Renan Filho, que inclusive teve o pai neste mesmo período, como presidente do congresso, que ajudou demais. 

Mas o Rui ainda tem ainda alguns meses, acho que ainda é possível ele reverter isso pelo montante que ele está trazendo. Eu não sei onde ele vai aplicar esses recursos para que possa trazer um impacto positivo, mas pelos valores traz certo impacto, caso ele seja bem planejado. 

O senhor fez parte do governo Renan Filho e esteve alguns meses sob comando da secretaria de agricultura, quais os fatores fizeram o senhor abrir mão do cargo?

Porque eu percebi que a agricultura para o governador não é uma prioridade. Em um primeiro momento eu achava que fui escolhido, pois minha posição era mais ligada à produção de agricultura familiar, dos movimentos, mas depois eu verifiquei que a produção até de médios agricultores não estavam dentro da prioridade. O canal do sertão, por exemplo, já poderia está sendo feito esse projeto com os esses produtores, mas eu percebi que isso não tem sido feito.
 
Os programas que eu iniciei ainda estão em andamento, isso é muito positivo, mas, por exemplo, o Fecoepe, que foi proposta minha, tem sido aplicado em outras coisas em vez de não ser para o combate a pobreza, aí eu não estou aí, não foi pra isso que eu entrei.

Eu já estava no governo então busquei uma alternativa ética e com isso achei melhor me afastar, não saí batendo, não chutei pau de barraca, inclusive ele têm prioridades, ele tem jogado recursos em outras coisas, mas onde estávamos eu estava me enterrando e com isso também iria levar o partido, então por isso eu resolvi sair. 


Nesta eleição o PDT pretende atuar em quantas cidades no estado de Alagoas?

Eu gostaria de atuar em todas, mas não temos condições. A legislação mudou, então temos vistos alguns partidos diminuindo, partidos que não atingiram a clausula de barreira, partidos que hoje nem possuem mais fundo partidário, alguns partidos para que pudessem se manter tiveram que se juntar. 

Hoje o Partido Democrático Trabalhista (PDT) nacionalmente cresceu. Antes tínhamos 20 deputados federais, agora subimos para 28 deputados, aqui a gente caiu, pois não elegemos nenhum deputado federal em Alagoas, mas conseguimos elege um deputado estadual, então de qualquer maneira se a gente conseguir disputar em metade do estado já é uma grande coisa. 

O PDT quer participar da eleição para o cargo majoritário nas cidades de Maceió, Rio Largo, Porto Calvo, São José da Tapera, Delmiro Gouveia, Mata Grande, Santana do Ipanema, Santana do Mundaú, Limoeiro de Anadia, em Palmeira dos Índios não teremos para prefeito, mas teremos bons candidatos a vereadores, é possível que além de vereadores também possamos ter candidato a prefeito em União dos Palmares. 

A tentativa da gente é de coligar com alguns partidos na disputa pelo executivo, mas não com o MDB, porém na cidade de Penedo teremos uma exceção onde o partido vai apoiar um candidato que é do MDB, que é o Ronaldo Lopes. 

O último levantamento interno que fizemos apontou que tem a possibilidade de disputar a eleição em 25 prefeituras, o que é pouco, pois a gente já chegou a disputar 50, mas esse número é o que a gente pode, agora espero que durante a campanha o doze se fortaleça, pois temos uma boa visibilidade. 

Esse é um quadro mais ou menos, pois ainda temos muito tempo e daqui para lá muita coisa pode mudar. Tem lugares que a gente pode até estar imaginando que iremos nos fortalecer, mas para que alguns possam sobreviver ao meio eleitoral eles tenham que correr. Um local que a gente está lutando para que tenhamos candidatura é a cidade de Arapiraca, que é a segunda maior cidade do estado, temos dois importantes vereadores na cidade, mas não é algo certo. 

O seu nome tem sido cotado para disputar o cargo de prefeito de Maceió, existe essa possibilidade?

Sim, existe essa possibilidade, eu não cogitava, porque eu acreditei que eu iria ganhar a eleição e que ficaria em Brasília e depois o próprio governador disse que honraria o critério que a gente discutiu antes das eleições que seria o primeiro suplente assumir e depois não deu certo. 

Em julho, durante a convenção nacional o presidente Carlos Lupi trouxe essa proposta, ela é bem aceita por dois dos três pré-candidatos que nós tínhamos dentro do partido que era Corintho Campelo, Judson Cabral e Kátia Born. Corintho resistiu, continua com a pré-candidatura, às vezes até ao lado do partido, não está nem muito dentro do partido, mas ele mantém. 

De julho até aqui as coisas estão mudando, eu não esperava isso, mas hoje a gente admite evidentemente que eu posso sim ser o candidato do PDT aqui em Maceió. Voltar a ser prefeito de Maceió seria uma honra, foi o melhor mandato de todos os quais eu já passei, mas prefeito foi o cargo que eu pude realmente sentir o calor humano. 
 
Como vem analisando essa polarização de candidatos à prefeitura de Maceió? Colocará seu nome na disputa?

Eu conversei com o Cicero Filho, que pré-candidato do PC do B, conversei com o Ricardo Santa Rita, que é pré-candidato pelo Avante, tenho conversado com a Heloisa Helena, que pode ser candidata pela Rede e também tive um diálogo com o pré-candidato do PSOL. Alguns podem nem ser candidatos, até lá muita coisa pode acontecer. O PT terá candidato em Maceió, mas institucionalmente ainda não tivemos este diálogo. 

Nacionalmente o PSB da prioridade de aliança com o PV e com a Rede, aqui já tivemos alguns diálogos como o João Caldas, mas não com a presença destes partidos, mas isso não houve nem uma exclusão. 

O MDB ainda não tem candidato, dizem uma hora que o Alfredo Gaspar é o candidato, no dia seguinte já dizem que ele está conversando com um outro bloco e a gente também não sabe se ele vai abrir mão do Ministério Público Estadual (MPE). 

Surge no meio de tudo isso o deputado estadual Davi Davino (PP), que também é a possibilidade de uma candidatura. Então já conversamos com JHC, com o deputado Davi, mas nunca conversei com Alfredo. 

Esperamos que possa existir uma campanha limpa, a sujeira da campanha passada foi muito ruim. Eleição sempre teve isso, mas última foi pior, essa questão das Fakes News desgasta muito, a rede social foi uma coisa muito positiva, mas ela tem aberto caminhos férteis para coisas ruins, pois fica mais difícil a fiscalização. Se bem que está se tentando legislar no sentido de conter, mas eu acho que há uma possibilidade de uma campanha limpa com um bom resultado para nossa capital. 

A pré-candidatura do JHC a prefeitura de Maceió é algo muito natural, ele foi deputado federal mais bem votado na capital, não poderíamos esperar algo diferente. 

No PT existem dois pré-candidatos e vai ter que definir na convenção, é igual aqui, ou vai eu ou vai Corintho Campelo, não pode ter dois, mas de qualquer sorte precisamos lutar pelo nosso estado.