Foto: Assessoria
Tereza Nelma

A deputada federal Tereza Nelma garantiu uma emenda, no valor de 200 mil reais, para o incentivo à pesquisa na nova Estação Antártica Comandante Ferraz, que será inaugurada nesta terça-feira (14) pela Marinha. A base ficará no mesmo local da estrutura antiga, destruída por um incêndio em 2012, e que abrigará pesquisadores que atuam nas áreas de oceanografia, biologia, glaciologia, química e meteorologia.

Através do Programa Antártico Brasileiro (Proantar), o Brasil faz parte de um seleto grupo de 29 países que assinaram o Tratado da Antártica. O que permite ao país realizar pesquisas de alta qualidade nessa região, com foco em recursos biológicos ainda desconhecidos, mas que já se mostram eficazes na produção de novos medicamentos, desenvolvimento de substâncias anticongelantes para a indústria e pesticidas menos tóxicos para a agricultura. Além de estudos voltados para as mudanças climáticas, ecossistemas e poluição marinha.

Tereza Nelma ressalta que é preciso dar a importância e seriedade que essas pesquisas representam, não só para os brasileiros, mas para o mundo inteiro. “A Antártica é um gigantesco laboratório natural, que permite aos cientistas realizarem estudos fantásticos que dizem muito, tanto sobre a nossa história, como os rumos que a sociedade está tomando, com as mudanças climáticas do planeta, por exemplo. Como parlamentar, tenho a oportunidade de valorizar ainda mais esse trabalho e fiquei feliz de poder contribuir com esses avanços, que certamente virão de novas pesquisas”, afirma a deputada.

A sugestão para a emenda partiu de um encontro entre Tereza Nelma e o Prof. Dr. Paulo Câmara, da Universidade de Brasília. No entanto, será empenhada via Universidade Federal de Alagoas, que hoje realiza pesquisas na Antártica através de uma parceria com o projeto MycoAntar, coordenado pelo professor Luiz Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais, que pesquisa microrganismos isolados naquela área. Há vários estudos sendo realizados, simultaneamente, primordialmente ligados a pesquisas na área da saúde.

“Trabalhamos principalmente com a “microbiologia do bem”, buscando alguma aplicação benéfica dos microrganismos da Antártica. A maioria da população quando escuta alguém falar de microrganismos acha que eles são apenas causadores doenças, entretanto eles podem ser úteis em vários processos biotecnológicos. Estudamos se os microrganismos produzem determinadas enzimas, onde uma delas, a L-asparaginase, é utilizada no tratamento de Leucemia Linfoide Aguda (LLA). A enzima disponível atualmente para o tratamento tem muitos efeitos colaterais”, afirma o Prof. Dr. Alysson Wagner Fernandes Duarte, Professor do Campus Arapiraca da Universidade Federal de Alagoas, e que já participou de duas expedições ao continente Antártico.