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O sofrimento de uma menina pobre e preta tendo o pai e a mãe como algozes de sua dor e desamparo. Segue o relato:


"Luana Ketlen de 12 anos, há tempos pedia para a mãe que a levasse no médico. Sentia-se fraca, inchada, dolorida, com dificuldade de respirar e se observava cada vez mais amarelada. A mãe a entupia de porções e garrafadas de ervas, alegando vermes, o mal de Luana. A menina então pediu à tia, que quis se aprofundar. Luana por fim, contou a ela que o pai a estuprava desde os 9 anos. O casal de tios foi de Coari até o Conselho Tutelar de Manaus, onde contou a história e implorou que a retirassem imediatamente de lá. O conselheiro presente da vez, em interesse pessoal em não se indispôr ao prefeito de Coari, Adail Pinheiro/Partido Progressista, recém preso por pedofilia que costuma ameaçar as testemunhas de dentro da cadeia, alegou não ter autorização pra sair da cidade, ainda que a distância até o socorro de Luana, ficasse há menos de 13 km e muito menos de 20 minutos.
O casal voltou à Coari e confrontou a mãe, dando-lhe um prazo para que ela procurasse a polícia e denunciasse o pai. Na madrugada que antecederia o final do prazo, a mãe e o pai fugiram. Novamente os tios intercederam à favor de Luana e a levaram no médico, e lá foi constatado quatro meses e meio de gravidez, o inchaço. Desnutrição severa, a fraqueza. Ulcera, por ingestão contínua de garrafadas de ervas abortíferas, as dores. Cirrose hepática, oriunda da hepatite C que o pai havia pegado na cadeia, o amarelado. E derrame pleural, vindo das sequentes pneumonias pelos banhos frios depois dos chás quentes, a dificuldade de respirar. Segundo o médico, o prazo não cumprido que os tios deram à mãe de Luana antes de saber da gravidez e da gravidade do acumulo de males do corpo definhado, foi fator que determinou o infortúnio da menina de 19kg. Luana foi levada ao Hospital de Coari, e a equipe resolveu por um aborto, pois, derrame, sub nutrição, cirrose e úlcera incapacitariam que a gravidez chegasse ao fim, e colocaria em risco sua vida quase morta. A menina foi levada de ambulância à maternidade de Manaus, e ontem à noite no emergencial procedimento de aborto, Luana acabou morrendo."
Fonte: Facebook