Marcello Casal jr/Agência Brasil Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Salário mínimo

Passou a vigorar nesta quarta-feira (01) o novo valor do salário mínimo, que foi de R$ 998 para R$ 1.039, correspondendo um reajuste da inflação do ano, que encerrou 2019 em 4,1%, segundo o Índice Nacional dos Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mas apesar desse aumento, o poder de compra do trabalhador que ganha um salário mínimo não deve aumentar, segundo o economista alagoano. Ele explica que mesmo com a sensação de aumento do salário, em termos de ganhos reais nada é alterado.

De acordo com o economista, Lucas Sorgato, nos governos anteriores, o reajuste era efetivado com a soma da inflação mais do PIB de dois anos anteriores, o que fazia com que a que a população aumentasse o poder de compra.

Como agora, o ganho foi somente a inflação esse poder de compra não aumenta.  No entanto, é a primeira vez na história que o salário mínimo ultrapassa a faixa de R$ 1 mil desde o início do Plano Real, em 1994.

Ministério da Economia

 Em nota, o Ministério da Economia informou que o aumento do valor da carne nos últimos meses pressionou o crescimento geral nos preços no final do ano, ampliando o percentual de inflação apurado.

"Anteriormente, o governo projetou o salário mínimo de R$ 1.031 por mês para 2020, conforme a Mensagem Modificativa ao Projeto da Lei Orçamentária de 2020 (PLOA-2020). A recente alta do preço da carne pressionou a inflação e, assim, gerou uma expectativa de INPC mais alto, o que está refletido no salário mínimo de 2020. Mas como o valor anunciado ficou acima do patamar anteriormente estimado, será necessária a realização de ajustes orçamentários posteriores, a fim de não comprometer o cumprimento da meta de resultado primário e do teto de gastos definido pela Emenda Constitucional nº 95", informou a pasta.

*Com informações da Agência Brasil. SA