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A partir do ano que vem, o Spotify vai suspender a venda de publicidade política na plataforma. A informação foi revelada em primeira mão pela Ad Age, nesta sexta-feira (27).

Em um comunicado, o Spotify afirmou que vai interromper a propaganda política a partir do inicio de 2020. A medida se aplica apenas aos Estados Unidos, já que o Spotify ainda não exibe anúncios políticos em outros países.

"Ainda não temos o nível necessário de robustez em nossos processos, sistemas e ferramentas para validar e revisar com responsabilidade esse conteúdo", afirmou a empresa. "Vamos reavaliar a decisão à medida que continuamos a desenvolver nossas capacidades".

Nos EUA, candidatos à presidência como Bernie Sanders e organizações como o Comitê Nacional Republicano já fizeram anúncios na plataforma de streaming. Embora o Spotify tenha se recusado a informar quanto dinheiro gera de anúncios políticos, uma fonte próxima aos negócios de publicidade afirmou que o conteúdo não é uma fonte significativa de receita para a empresa; especialmente quando comparado a anúncios de entretenimento para filmes ou programas.

Com a decisão, o Spotify se une a outras empresas de tecnologia como Google e Twitter, que também tomaram decisões importantes sobre anúncios políticos em suas plataformas. O Twitter simplesmente baniu para sempre a publicidade política. Já o Google removeu a capacidade de segmentar indivíduos com base em sua afiliação política por meio da Pesquisa Google e do YouTube. Na contramão dessa história, o Facebook mantém sua decisão de sequer checar os anúncios políticos veiculados em sua plataforma.