Cada Minuto Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Rafael Brito

As manchas de óleo que atingiram praias do Nordeste, inclusive em Alagoas, causou um impacto que já foi superado. A afirmação é do secretário Rafael Brito, do Desenvolvimento Econômico e Turismo de Alagoas. O Cada Minuto também conversou com Rafael sobre a vinda de indústrias para o estado e o crescimento do turismo.

 

Além disso, Brito falou sobre política e citou alguns nomes que podem ser cotados para as eleições do próximo ano. Rafael disse ser um soldado do Governo e criticou a Prefeitura de Maceió. “Acredito que o governador Renan Filho vai discutir no momento certo e com uma chapa vencedora para trazer para Maceió os avanços que o estado está tendo”, disse.

 

Confira a entrevista abaixo:

 

1) Após as manchas de óleo que atingiram as praias de Alagoas, como foi o impacto turístico e econômico no estado?

 

Houve um impacto que já foi superado. Principalmente pela desinformação que a mídia do Sul e Sudeste promoveu em relação ao assunto. Eles promoveram um pânico generalizado nas pessoas, nada daquilo ficou comprovado. As águas de todo Nordeste estão balneáveis com testes e laudos já feitos, com peixes e crustáceos para serem consumidos e isso aconteceu. Eles fizeram esse carnaval e terminaram por um tempo prejudicando o turismo de todo Nordeste. Mas agora com um tempo a informação verídica foi aparecendo e as pessoas já sabem que a crise do óleo já passou e não atrapalha o dia a dia de quem vem ao Nordeste.

 

2) O setor gastronômico ainda sofre queda por conta das manchas, como o setor pode contribuir para reverter essa imagem?

 

Com os laudos que foram feitos inicialmente pela Universidade Federal de Pernambuco. Todos os peixes e crustáceos estavam aptos a consumo humano sem nenhum vestígio toxicológico. As pessoas que chegam aqui nesse momento nem falam mais de óleo. É uma coisa que ficou pra trás.


 

3) Nos últimos dois anos, a vinda de novas indústrias e empresas para Alagoas aumentou em quanto o desenvolvimento econômico no estado?

 

Esse é o momento que o país viveu uma crise econômica forte. Essa foi a maior crise econômica da história do nosso país, desde quando existe a métrica, nunca o Brasil teve uma crise econômica como essa. O país hoje começa a recuperar a atividade econômica, mas ainda muito longe como períodos anteriores. Alagoas não é diferente, não é uma ilha, mas nesse período captamos muitos investimentos para o nosso estado. O primeiro resultado é que Alagoas recuperou a atividade econômica em termos de anterior a crise, é um dos poucos estados do país em que os níveis de desemprego foram prejudicados comparado com Pernambuco. Isso sem dúvida se dá ao crescimento do turismo e da captação de recursos, como a mineradora Vale Verde que foi captada e está em plena fase de instalação com um investimento de R$ 1 bilhão e empregando 900 pessoas de forma direta. Não é um investimento que captamos direto. Em 2020 vai entrar 1.500 empregos direto nas cidades de Craíbas e Arapiraca.

 

4) O governo fez a divulgação de Alagoas para atrair mais turistas, qual a expectativa para o final de ano? E quais são os planos da secretaria para o ano que vem?

 

O Governo nunca investiu tanto em divulgação de destino como investe hoje. Recentemente conquistamos o primeiro voo regular pela primeira vez na história de Alagoas entre o continente Europeu e Maceió. O governo há dois anos negocia com a TAP e nesse momento para consolidar o voo estamos fazendo um grande investimento em divulgação de Maceió e Alagoas. Nós queremos ter um turismo que gere emprego e que possa crescer. Não há nada que diga que Alagoas tem que ser o terceiro lugar do turismo do Nordeste, a não ser que a gente mesmo espera do nosso destino. A gente precisa crescer no número de hotéis, de quartos, crescer a malha aérea e as condições das estradas para receber os turistas, e crescer em divulgação. Esse tripé dando passos em conjunto faz com que a gente tenha mais turismo no estado.

 

5) Na questão política, por causa da sua ligação forte com o governador, você acredita que seu nome pode ser sugerido para candidato a prefeito de Maceió?

 

Eu sou um soldado e eu acredito que o governador hoje tenha um grande nome para colocar à disposição do povo. Depende muito mais dessa pessoa do que do governador e todos nós esperamos ansiosamente para que essa candidatura fique posta, mas há também outras opções dentro do governo: como é o caso do secretário de Saúde, Alexandre Ayres ou do Mozart Amaral que tem feito um trabalho brilhante nas grotas. Outros nomes mais técnicos como é o caso de George Santoro, então tem muita gente dentro do governo desprovida de vaidade, mas com o sentimento de levar o trabalho que está sendo feito no Governo do Estado para a Prefeitura de Maceió. Quando você bota em parâmetro o que o estado fez em cinco anos é incomparável com o que a prefeitura fez nos 8 anos. Agora lança uma nova Maceió. Eu achei engraçado como as pessoas criaram um programa chamado “Uma nova Maceió” porque vai contra os sete anos. É porque de sete anos pra trás eles não conseguiram fazer nada. 

 

6) Rola nos bastidores que o seu nome foi sugerido como vice do Alfredo Gaspar, como avalia o nome dele para a política?

 

Como eu disse: eu sou um soldado. O Alfredo é um grande amigo, um grande realizador da Segurança Pública e iniciou a redução história da violência. Acredito que essa dobradinha Alfredo e  Renan Filho daria certo. Acredito que o governador Renan Filho vai discutir no momento certo com uma chapa vencedora para trazer para Maceió os avanços que o estado está tendo.

Veja o vídeo:

 

*Estagiário sob supervisão da editoria