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Problemas de transbordamento de fossa e sumidouro no residencial José Bernardes não foram resolvidos pela CEF.

O Ministério Público Federal (MPF) em Alagoas ajuizou ação civil pública contra a Caixa Econômica Federal, com pedido de liminar, em razão dos defeitos construtivos no sistema de esgotamento sanitário do empreendimento do Programa de Arrendamento Residencial (PAR), no Residencial José Bernardes, em Maceió (AL).

 

Na ação, de autoria da procuradora da República Roberta Lima Barbosa Bomfim, o MPF pleiteia que a Justiça Federal determine à Caixa a obrigação de realizar a limpeza total em manutenção corretiva no atual sistema de esgotamento sanitário do residencial, com o intuito de minimizar os graves danos do defeito já constatado.

 

Para o MPF, a Caixa deve ser condenada, ainda liminarmente, a reparar o sistema de esgotamento sanitário do empreendimento, com a implantação da alternativa que melhor se amolde à situação, conforme já indicado pela Construtora Alpinópolis. Bem como, que a Caixa arque com os custos relativos à substituição definitiva dos atuais reservatórios de água presentes no referido residencial. O órgão também pede que o banco seja condenado a indenizar os danos morais coletivos causados.

 

Como pedido definitivo, o MPF pleiteia o ressarcimento aos condôminos que arcaram com os gastos da substituição definitiva dos atuais reservatórios de água, a indenização por danos materiais e morais causados aos mutuários do PAR que adquiriram imóveis no Residencial José Bernardes, em razão do erro no projeto do sistema de esgotamento sanitário e nos reservatórios de água do referido conjunto habitacional.

 

Tramita no Ministério Público Federal em Alagoas, sob a condução da procuradora da República Roberta Barbosa Bomfim, o inquérito instaurado para apurar notícia de que, dentre outras irregularidades, há vícios de construção no Residencial José Bernardes, empreendimento do PAR, especificamente quanto a graves problemas no sistema de esgotamento sanitário, inclusive com transbordamento das fossas e sumidouros.

O MPF/AL aponta que a Caixa Econômica é responsável pelo investimento dos recursos e é a executora do PAR. O programa foi concebido para atender ao direito social à moradia da população que vivia em centros urbanos e recebia, à época, até R$ 1.800,00. O banco participou das relações contratuais, de modo que o empreendimento foi submetido à sua avaliação, bem como se responsabilizou pela liberação dos valores depositados pelos mutuários, tão somente se a obra estivesse de acordo com os parâmetros fixados no projeto aprovado.

*Com MPF