Sob protesto de servidores públicos e com portas fechadas, Reforma da Previdência é aprovada

  • Gabriela Flores e Raíssa França
  • 10/12/2019 16:40
  • Política
Raíssa França/CM
Servidores protestam na porta da ALE

Com as portas fechadas, os deputados estaduais votaram por unanimidade, em sessão extraordinária realizada na tarde desta terça-feira, dia, 10, a favor da proposta de Reforma da Previdência enviada pelo governador Renan Filho. 

Representantes de movimentos sindicais de diversas categorias do funcionalismo público que são contrários ao aumento de 11% para 14%  na contribuição, se posicionaram novamente nas portas da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE)  e o clima ficou tenso.

Contrária ao texto enviado ao parlamento, a deputada Jó Pereira disse que “é preciso fazer um balanço na reforma e ter uma proposta de escalonamento fazendo uma reforma da previdência que defenda aqueles que recebem mais próximo ao salário mínimo”.

Segundo a deputada Jó Pereira, o servidor público que ganha R$3mil vai ter um impacto de R$ 400. Para ela “é preciso combater a desigualdade social em nosso estado”.

“A reforma é necessária, é o imperativo para que os funcionários sigam recebendo seus salários após se aposentarem, Alagoas é um estado muito pobre. Precisamos garantir o futuro dos funcionários e a proposta da deputada é demagógica”, falou Olavo Calheiros.

Contrário à proposta do governo, o deputado Davi Maia afirmou que “o texto aprovado continuará bancando privilégios, pois quem ganha mais será subsidiado, ou seja, ao se aposentar vai ganhar mais do que contribuiu”.

“Temos que cobrar mais de quem consegue pagar mais e menos de quem consegue pagar menos”, reforçou Maia rebatendo que a proposta de Renan Calheiros “não foi oportuna”.

Cabo Bebeto exemplificou o escalonamento feito pelo Governo federal que tentou impactar de forma menor aos que ganham menos e isso não foi feito em nosso estado. “Não é justo jogar tudo para o servidor”, afirmou ele.

Lembrando o pedido de adiamento da matéria pedido por ele na semana passada para que a Casa avaliasse melhor o tema, Antônio Albuquerque disse que “foi importante ela (a proposta) ter sido discutida minimamente, porém quem se aposenta com um salário mínimo não deveria pagar mais nada, esse sistema é tão falido que a maioria dos países do mundo não o utiliza” e lamentou “profundamente participar de uma votação com as postas fechadas”.

Após a votação servidores públicos ficaram na frente da Casa de Tavares Bastos como forma de protesto.