Foto: Arquivo pessoal Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Ronaldo Lessa e seu filho Nivaldo Lessa

A advogada Júlia Nunes, presidente da Associação para Mulheres (AME), informou que já entrou com o pedido de medida protetiva contra Nivaldo Lessa, suspeito de agredir sua ex-esposa Rafaela Lessa, no campus da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), na madrugada do sábado, dia 30.

Em conversa com a reportagem do CadaMinuto, Júlia destacou que “não é a primeira vez que o acusado agride Rafaela, porém, agora, como se trata de uma tentativa de homicídio por esganadura a família resolveu se posicionar”.

“A AME tomou conhecimento do fato e interpretou o ocorrido como tentativa de homicídio”, comentou Júlia explicando que já endereçou a medida ao Juizado de Violência Doméstica “para proibir ele se aproximar da Rafaela e de membros da família e, assim, proteger a integridade física e psíquica de todos”, afirmou a advogada.

A representante da AME falou ainda que Rafaela está recebendo muitas mensagens para desistir de entrar na justiça contra Nivaldo.

Sobre a suposta omissão por parte dos policiais que foram acionados para a ocorrência a advogada falou que estará notificando a Polícia Militar oficialmente para saber o porquê de Nivaldo Lessa não ter sido levado para a delegacia.

 A advogada também vai pedir à Universidade as imagens do sistema de segurança da instituição.

O caso

Nivaldo Lessa, filho do ex-governador Ronaldo Lessa, foi acusado de agredir sua ex-esposa  Rafaela Lessa, dentro da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). O caso aconteceu no sábado, dia 30, durante a apuração de votos para a eleição de uma chapa do Diretório Central dos Estudantes (DCE).

Uma testemunha comentou que Nivaldo estava “alterado e incomodando as pessoas que acompanhavam a apuração”.

“Ao ver que Nivaldo ia sair dirigindo, Rafaela foi e tirou a chave da ignição carro, daí por diante ele se transformou e começou a agredi-la. Segurou no seu pescoço e, em seguida, a vítima desmaiou. A seguir, ele saiu arrastando ela pelos cabelos, mesmo diante dos gritos e pedidos para que parasse”, revelou a testemunha.

Ao ouvirem os gritos de socorro da moça, os seguranças da Ufal interviram e conseguiram imobilizar Nivaldo.

A testemunha comentou que “uma viatura da polícia foi chamada, porém, Nivaldo não foi sequer ouvido ou conduzido à delegacia. Ao se identificar, os policiais foram embora”, afirmou.

*Estagiárias sob supervisão da editoria