Foto: Assessoria Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Delegado Eduardo Mero

A violência e a criminalidade são características presentes na sociedade que fazem parte dela e provêm do seu próprio instinto. É considerado como violência o uso da força que resulta em palavras ou ações que machuquem alguém, ferimentos, tortura e até mesmo morte. Além disso, a violência é considerada como um fenômeno comportamental de agressividade complexa que envolve também as bases históricas do país e que pode atingir todas as esferas da população.

No entanto, com o passar dos anos e a evolução das esferas judiciais, a sociedade conseguiu atenuar o nível de violência do homem. Pensando nisso, a reportagem do CadaMinuto preparou uma matéria especial falando sobre a redução dos índices de homicídios em Maceió.

Redução

A capital alagoana teve uma queda de 36% em relação ao número de mortes violentas registradas nos últimos 11 meses deste ano em comparação com o mesmo período do ano de 2018. É o que aponta os dados de homicídios informados pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Além disso, os dados do relatório mostram também que, na maioria dos casos, os homens que são as principais vítimas de homicídio.  
Em entrevista à reportagem,  o delegado da DHPP, Eduardo Mero, contou que apenas no ano de 2018 foram registrados 523 casos de Crime Violento Letal Intencional (CVLI), abrangendo casos de homicídio, lesão corporal seguida de morte, latrocínio e outros.

Ainda segundo o delegado, até o momento, os dados apontam que foram registrados 311 casos, sendo considerada uma redução estimada para 36% de homicídios em Maceió. 

Eduardo Mero revelou ainda que os percentuais de redução são bem consideráveis, visto que de 2016 a 2019 houve uma redução de 32%. De 2017 a 2019 houve uma diminuição de cerca de 49%. Já entre 2018 e 2019 os dados apontam que a redução foi de 36%. 

“Atribuo a redução às ações de policiamento repressivo efetivadas com excelência pela Polícia Civil alagoana, ante o aumento considerável nas elucidações dos crimes e nas prisões dos homicidas, bem como ao apoio da Polícia Militar no trabalho preventivo/ostensivo e às demais entidades que compõem a segurança pública”, esclareceu o delegado.

Principais vítimas

As reduções mais fortes ocorreram a partir de 2018, de modo que a capital vem apresentando números históricos de diminuição dos homicídios. 

Conforme os dados passados por Eduardo, a maioria dos casos acontecem em regiões de periferias e os homens são as principais vítimas de casos de homicídio na capital, levando em consideração que no ano de 2018, 31 mulheres morreram e em 2019 foram registrados apenas 18 casos.

Janeiro violento

Mero conta que janeiro é o mês considerado mais violento na capital e que, na maioria dos casos, a motivação do crime é o tráfico de drogas, sobretudo pela disputa territorial e de poder entre facções rivais. 

Questionado sobre as estatísticas dos homicídios esclarecidos pela DHPP, Mero relatou que, atualmente, o órgão está com um índice de 70%, com prisões em números altíssimos também dos casos de homicídios resolvidos.

“Em 2018, prendemos 185 homicidas e em 2019 já prendemos 215, faltando mais de trinta dias para acabar o ano”, finalizou. 

*estagiárias sob a supervisão da editoria