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Para mim, este ano foi – no mínimo – atípico. Se tivesse que resumi-lo em uma palavra, seria “mudança”. Posso utilizar outras? Tem mais... Reencontro, inspiração, desafios e mais mudanças, iniciadas com uma daquelas resoluções de Ano Novo (que quase nunca a gente cumpre, mas desta vez eu cumpri).

Chego quase ao finalzinho de 2019, parafraseando a letra da música “Eu não vou me adaptar”, dos maravilhosos Nando Reis e Arnaldo Antunes: “Eu não tenho mais a cara que eu tinha... Eu não tenho mais a alma que eu tinha”.

Mudei fisicamente e internamente. Mudei até do trabalho no qual estava há 13 anos e reencontrei a escrita (ficcional, vale ressaltar!).

Minha avó paterna, uma artista, dava aulas de pintura, fazia vários trabalhos manuais e cozinhava divinamente. Tentou me ensinar tudo isso, pacientemente como nunca conheci ninguém igual, e foi elegante até na hora de me comunicar que estava desistindo de fazer de mim uma 'Frida Kahlo': “Minha filha, continue escrevendo...”.

Eu continuei. Escrevendo para viver, para sobreviver. Por amor e por não me imaginar fazendo outra coisa. Este ano, após uma longa pausa escrevendo apenas histórias “reais”, voltei a flertar com a literatura. Entre tantos, talvez tenha sido esse o melhor reencontro.

Estarei de férias aqui do CadaMinuto em dezembro, mas se Deus quiser tornaremos a nos encontrar em janeiro de 2020.

Para o próximo ano, desejo que você descubra, reencontre ou simplesmente “continue” o que move sua alma.

Instagram: @vanessa_alencar