Foto: Cortesia Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Tanísia Marinho abriu o escritório contábil em Maceió

Elas são mulheres, alagoanas, e decidiram abandonar o emprego para empreender. No início encontraram desafios, mas com planejamento e dedicação, consolidaram suas marcas no mercado e se destacaram nas áreas que escolheram. Conforme a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), no Brasil, atualmente, 15,4% das mulheres são empreendedoras. 
 
Os dados mostram que com o que a média nacional aponta, 48% dos Microempreendedores Individuais (MEI) são mulheres. No mês do empreendedorismo feminino, o Cada Minuto conta a história de três mulheres que encontraram no empreendedorismo o caminho para mudar de vida. 
 
No primeiro momento, empreender requer coragem para abandonar a zona de conforto e partir para novas experiências. A alagoana Tanísia Marinho Rodrigues, 36 anos, formada em Ciências Contábeis, trabalhava como contadora de um grupo de supermercados de Alagoas. Para ela, após quatro anos, já estava na hora de empreender e ser contadora consultora.
 
“Queria ajudar vários empresários e iniciei meu escritório de contabilidade. Antes da demissão tive a incerteza do novo porque não sabia se daria certo. Foi difícil, mas eu fui pedindo muito a direção de Deus e me preparei”, contou Tanísia.
 
Ela disse que não abandonou o emprego antes de ter clientes para o novo negócio. Segundo ela, nesse processo, o patrão dela se transformou em um dos seus clientes, o que ajudou naquele momento. Tanísia pediu demissão em 2014 e hoje é diretora da Azienda Consultoria Contábil que atende mais de 40 empresas. 
 
Ao Cada Minuto, Tanísia disse que há muitos desafios em empreender. “É difícil você manter uma empresa com funcionários e financeiramente está tudo em dia e regular. Tenho 10 colaboradores hoje no escritório”, disse. 
 
Para ela, o empreendedorismo traz vantagens que ela não tinha antes de ser dona do próprio negócio. “Posso fazer um horário diferenciado, consigo ficar mais com meu filho, gerenciar o escritório com ferramentas pelas nuvens e financeiramente adquirir muito mais coisas que quando era empregada. Fiz até um mestrado, e antes não conseguiria”, explicou.
 
Demissão após nove anos
  

Andressa Galvão, Designer de moda e consultora de imagem e estilo, trabalhou por 9 anos como vendedora de seguros em uma concessionária de veículos de Maceió. “Eu ficava inquieta. Todo dia eu ia trabalhar, mas não ficava satisfeita porque queria ter o meu negócio”, disse.
 
Andressa sabia que gostava de moda, mas ainda não tinha encontrado o propósito de vida dela. “Queria algo que me deixasse feliz e realizada, e no meu antigo trabalho eu não estava”. Foi numa pesquisa na internet que Galvão disse que viu que tinha uma faculdade em Arapiraca com o curso de design de moda.
 
Mesmo após formada, Andressa sabia que queria trabalhar com moda, mas não sabia o que poderia fazer. Foi após uma imersão de coach que ela descobriu o propósito dela. “Que era ser consultora de imagem. Foi depois de viajar para os Estados Unidos que eu vi que minha vida precisava mudar. Eu estava com sobrepeso, com início de depressão e quando voltei de lá, eu tomei uma decisão”, ressaltou Andressa.
 


Andressa fez por onde ser demitida e decidiu investir na carreira. Atualmente, Andressa trabalha em home office e atende as clientes. “Por mês, eu tenho em média cinco clientes que compraram o pacote máximo, e outras com os pacotes menores”. A rotina dela de trabalho mudou completamente em comparação ao antigo: hoje, Andressa tem tempo de fazer os atendimentos, ir ao shopping para olhar as novidades para levar aos clientes, e estudar.
 
Da carteira assinada ao empreendedorismo
 
A insatisfação fez com que a nutricionista Janayna Lima, 39 anos, largasse o trabalho com carteira assinada e se dedicasse ao projeto dela. 
 
“Sempre fiz atendimentos nutricionais particular aliado ao trabalho de carteira assinada. Mas não estava satisfeita e tinha vontade de empreender em algo para mim, novo, pensava em alimentação saudável, algo que tivesse ligação com a minha formação”, enfatizou Janayna.

A nutricionista contou que já tinha o projeto desenhado quando pediu férias na empresa que trabalhava. Daí, surgiu a Le Nutri que produz lanches saudáveis. “A Le Nutri já existia e era de uma amiga minha que é concursada e não estava dando conta pelo tempo, foi aí que eu assumi a empresa em março deste ano”, explicou.
 


“Após as férias, voltei para a empresa e fiquei por mais cinco meses, mas não conseguia mais realizar os atendimentos nutricionais. Já que eu tinha a Le Nutri e a empresa que eu trabalhava, e isso me deixava triste porque queria atender”, afirmou Lima.
 
Agora, Janyana conseguiu voltar aos atendimentos e continua com Le Nutri. Ela é especialista em nutrição materno-infantil, além de doar inteiramente às atividades empreendedoras. “Estou também fazendo mentorias para focar em mim, na minha profissão”, disse.
 
Questionada sobre o que a levou a tomar a decisão de empreender, Janayna disse que se enxerga como alguém que pode crescer profissionalmente. “Na empresa que trabalhava estava estagnada, mas agora posso crescer. Me sinto reinventando a minha história”, finalizou.