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O corpo de uma das referências históricas do movimento negro em Alagoas,Elizete dos Santos foi velado num misto de silêncios,cheio de sons emudecidos e que põe correntes no mundo de revoluções de pret@s.
Fundadora da Associação Cultural Zumbi dos Palmares,enfermeira atuando faz mais de 40 anos no Hospital Geral do Estado, a preta revolucionária se fez coletivo, nas muitas lutas, pela justiça social na década de 70/80 .
Elizete  foi parte pensante,atuante e transformadora na caminhada do movimento negro,em Alagoas..
Militou por mais de 30 anos do Movimento Coletivo de Mulheres Negras. Recebeu em tempos idos a Comenda Dandara e o Alerta contra Anemia Falciforme,da Prefeitura de Maceió. 
Uma das grandes baluartes da construção do movimento negro em Alagoas faz tempo andava desencantada  com a ausência flagrante do  Ubuntu, sororidade e etc e tal.
A solidão do enterro da militante nos mostra, escurecidamente,a eloquente ausência de diálogos entre pret@s   das Alagoas de Palmares. onde tantos se auto-denominam malung@s.
Malung@ sinonimiza com amig@ do destino, camarada, companheir@, parceir@.
É a ruptura do óbvio: não há, entre nós,  unidade de luta, nem comoção na morte.
A solidão de Elizete dos Santos, depois da sua partida para o Orun faz,também,enfrentamento aos números bélicos que continuam a matar nossos descendentes, e que obviamente ignoramos, em nome da festa em praça pública.
É preciso que o novembro negro desperte em nós o #tbt-Vida-Negras-Importam para que a nossa  descedência continue viva no contar a história,e os que vieram antes não sejam esquecid@s.
A moça,que fez a viagem restauradora,de volta para casa, foi velada em extrema ausência de malung@s, que, com ela levantaram bandeiras nas décadas de 70/80,e desconhecida pela nova geração. E enquanto isso continuamos a rufar tambores empreendedores,fazendo a festa na praça para "celebrar" a consciência negra.
 Siga em paz, moça.