Foto: Felipe Brasil Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Manchas também atingiram as praias de Japaratinga

Após o Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) ter apontado um novo navio como suspeito de derramar óleo em praias do Nordeste e uma mancha de 25km de comprimento e mais 400 metros de largura, a Marinha do Brasil emitiu uma nota nesta terça-feira (19) contestando a informação e disse que a “hipótese não geraria o espalhamento de manchas”.

Sobre a hipótese de um eventual derramamento de óleo ocorrido por um navio a 26km da costa da Paraíba, no dia 19 de julho, a Marinha disse que “por meio de estudos das correntes oceânicas e simulações computacionais, a hipótese apresentava não geraria o espalhamento de manchas que foi observado em nosso litoral principalmente no sul do estado da Bahia e norte do estado do Espírito Santo”.

Além disso, a Marinha destaca que caso a mancha apontada fosse verdade, o óleo apareceria no litoral bem antes de 30 de agosto.

A nota também diz que “o Ibama, por meio de geointeligência, considerou que não existem elementos científicos para afirmar que a feição linear escura encontrada nas imagens de radar apresentadas pelo Lapis trata-se de vazamento de óleo”. A Marinha afirma que a imagem é “fenômeno natural formado pelo rastro de um navio”.

Por fim, a corporação disse que o Grupo de Acompanhamento e Avaliação “estabeleceu uma coordenação científica com apoio de mais de 100 pesquisadores e cientistas de Universidades e Institutos de Pesquisa”, e que o ineditismo da ocorrência exigiu o estabelecimento de protocolo próprio e a ampla troca de informações com organismos internacionais.