Foto: Assessoria Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic)

A Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic) divulgou na tarde desta terça-feira, dia 12, trechos do depoimento de um dos suspeitos de participar da organização criminosa, composta por agentes da Polícia Civil, que foi presa acusada de extorquir comerciantes na capital alagoana.

A ação faz parte da segunda fase da Operação Navalha, que teve início no mês de julho deste ano e, hoje, realizou a prisão de quatro suspeitos. Durante o interrogatório, o suspeito identificado como Juarez José da Silva, que está foragido e se passava por policial nas ações criminosas do grupo, confessa ter relação com os outros suspeitos do crime.

Ainda durante o depoimento, colhido no dia 31 de julho, o suspeito afirma que o grupo era liderado pelo agente Max Antônio de Andrade e que as informações era repassadas entre a organização criminosa por meio do WhatsApp.

As imagens divulgadas pela Deic contrariam a denúncia feita por Juarez, que relatou, por meio de um vídeo divulgado nesta segunda-feira (11), uma suposta tortura em que teria sido preso, algemado em um quartinho, na sede da Divisão, e agredido pelos delegados para confessar sua participação nos crimes.

De acordo com a Divisão, “o interrogatório, registrado em vídeo do início ao fim, demonstra claramente que a tomada de depoimento do suspeito transcorreu sem o cometimento de absolutamente nenhum excesso”.

Ainda segundo a Deic, “o registro, de aproximadamente 30 minutos, foi disponibilizado na íntegra para o Conselho de Segurança (Conseg) e também para a 17ª Vara Criminal”.

O suspeito ainda teria afirmado que foi forçado a assinar um papel sem saber o conteúdo, mas, ainda conforme a Deic e as imagens divulgadas, “o depoimento assinado por Juarez é exatamente o mesmo que consta na gravação”.

A Deic explicou também que, após o término da oitiva, Juarez foi liberado em seguida, por volta das 15h daquela mesma tarde. Além disso, os delegados destacam, também, que foi solicitada a remessa de todo o material produzido para o Ministério Público de Alagoas (MP/AL), para que um procedimento seja instaurado contra o investigado por denunciação caluniosa. Medidas de natureza cível também serão ajuizadas.

Juarez, que continua foragido, está sendo procurado pela Deic para que responda na justiça por todos os crimes praticados.

O CASO

Quatro agentes da Polícia Civil de Alagoas foram presos suspeitos de extorsão e de integrar uma organização criminosa com atuação em feiras de Maceió. Segundo o delegado Fábio Costa é possível que uma terceira fase da operação Navalha seja realizada e que mais policiais estejam envolvidos.

Durante uma coletiva nesta terça-feira (12), o delegado Fábio Costa reforçou que outros policiais podem ter envolvimento com o grupo. “Nós estamos recebendo várias denúncias de crimes semelhantes e estamos investigando isso de forma imparcial, temos o apoio do Governo do Estado e da Secretaria de Segurança Pública. Agimos com total independência”, afirmou.

Foram presos na operação Gabriel Yuri Gomes dos Santos Rocha, Samarone Mendes Gonçalves, Austerlígenes da Silva Souto e Max Antônio de Andrade.

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*Estagiária sob supervisão da editoria