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Em vídeo enviado ao Cada Minuto nesta segunda-feira (11), o acusado de integrar uma quadrilha apontada pela Polícia Civil de extorquir comerciante do Mercado da Produção, Juarez José da Silva, afirma que foi agredido e torturado pelos delegados da Divisão de Investigação e Captura (Deic), para confessar sua participação em crimes.

Juarez relata no vídeo que foi abordado pela polícia no dia 30 de outubro, quando retornava de Maceió para Arapiraca, no Agreste alagoano. Segundo seu relato, ele foi levado para a sede da Deic, onde foi algemado e colocado dentro de um “quartinho”.

Ainda segundo Juarez, no dia seguinte, (1 de novembro), ele foi agredido com chutes e tapas. Ele também afirma no vídeo que foi torturado com saco e que chegou a desmaiar.

 

No vídeo, Juarez acusa os delegados da Deic da autoria das agressões e diz que foi obrigada a assinar um papel confessando um crime, mas que não sabe o que assinou. Juarez também divulgou laudos médico e psicológico, fotos suas durante atendimento no hospital e de documentos referentes ao interrogatório.

A reportagem entrou em contato com o delegado Fábio Costa, que preferiu não comentar as acusações. Já o delegado Thiago Prado afirmou que a denúncia é apenas uma tentativa de desqualificar as investigações e garantiu que não houve agressões físicas, muito menos psicológicas por parte dos delegados que conduziram o inquérito.

 “Todo o depoimento foi gravado, inclusive já foi anexado aos autos judiciais e nos negamos veementemente qualquer prática de tortura ou psicológica”, explicou o delegado.

Thiago Prado comentou ainda que Juarez, segue foragido e pela quantidade de provas que existem não há razões para pressionar o suspeito em seu depoimento. “Existem fotos dele nos autos judiciais utilizando camisas da Polícia Civil e segurando pacotes de dinheiro, o que leva a crer de modo absoluto, o envolvimento dele em pratica criminosa, então não há razão alguma para pressionar ele em seu depoimento já que as provas são extremamente robustas sobre o seu envolvimento no crime”, pontuou.