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Luiz Inácio Lula da Silva, a maior liderança política e popular na história do Brasil, está livre. Era um preso político que finalmente deixa a prisão, para onde nem deveria ter sido levado, porque ele é vítima de uma colossal antologia de ilegalidades. Lula foi o troféu da Lava Jato, o “objeto do desejo” de Sérgio Moro e procuradores, segundo palavras do notório Rodrigo Janot. As revelações do Intercept Brasil escancararam as atrocidades cometidas em toda a investigação contra o petista. É algo sem precedentes até para nossos padrões.

Como sabem até as pedras e os azulejos mundo afora, Lula foi condenado ilegalmente por Moro, o juiz que atuou como cabo eleitoral de Jair Bolsonaro. Foi condenado sem provas. Zero. Nada. É tudo “convicção” do suposto magistrado e da turma de celerados do Ministério Público Federal. Agiram de acordo com um projeto de poder e, desse modo, fraudaram o devido processo legal.  

Na saída da carceragem em Curitiba, o ex-presidente atacou a “banda podre” do MPF, do Judiciário e da Polícia Federal. Sim, nossas instituições foram mesmo arrastadas por uma horda que faz de tudo para atropelar o ordenamento jurídico e a Constituição. E para pegar o “troféu” chamado Lula, a turminha criminosa não mediu esforços. Esse é o retrato fiel dos acontecimentos.

Mas a soltura do ex-presidente está longe de encerrar o caso da Gang da Lava Jato. Todo o processo do tríplex – essa piada usada para encarcerar o petista – terá de ser anulado. E isso deve ocorrer ainda este ano, também pelo Supremo. Depende de julgamento de uma ação da defesa de Lula, que pede ao tribunal que declare a suspeição de Sergio Moro. É o que vem por aí nas próximas semanas.

O que vai acontecer ao país, agora que a jararaca pode andar livremente pelas cidades? Isso é o que veremos logo adiante. Animal político, o homem está decidido a cair em campanha, falando ao eleitorado que se manteve ao seu lado, apesar de todo o carnaval das investigações fajutas.

Como todos lembram, Lula liderava com folga todas as pesquisas para a eleição de 2018, até ser abatido pelas ações ilegais de Moro e patota, devidamente apoiados pela grande imprensa. Foi algo semelhante ao que se viu no golpe de 1964, com reportagens e editoriais a serviço dos porões.

Dizem analistas e palpiteiros que Bolsonaro também queria Lula solto. A explicação: como o capitão da tortura não tem o que mostrar como presidente, resta a guerra suja contra o “inimigo maior”, o globalismo cultural, o Foro de São Paulo e até a mamadeira de piroca. É a cabeça bolsonarista.

Os seguidores da seita que têm Bolsonaro como o grande guru estão histéricos pelas redes sociais. Como não tenho paciência para esse estranho planeta, vi uma pequena mostra de manifestações da rapaziada do fuzil. Previsivelmente, o nível é de esgoto, incluindo ameaças de morte ao velho Lula.

Sexta-feira, 8 de novembro de 2019. Um dia para a História. Nos quatro cantos do mundo, a imprensa internacional mostra a repercussão da liberdade para Lula da Silva. Sem dúvida, uma vitória do Estado de Direito, das garantias individuais, do respeito à Lei – uma vitória para a democracia.

Mas, insisto, é pouco, quase nada. Sergio Moro é um ex-juiz desmoralizado e tem de ser declarado suspeito pelo STF. O processo que condenou Lula ilegalmente será anulado e voltará ao começo das investigações. Todos merecemos um Judiciário sério e imparcial – e não a banda podre da Lava Lato.