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"A democratização do acesso ao cinema no Brasil"

Democratizar é tornar popular, ao alcance do povo, da maioria da população, segundo o conceito encontrado no dicionário. Entretanto, o cinema, que deveria ser uma forma de arte acessível ao maior número de pessoas possível, atualmente está longe de seguir o caminho da democratização.
Em uma pesquisa rápida pela internet você pode visualizar melhor essa situação. Boa parte (boa mesmo) das salas de exibição  estão concentradas em áreas de Shopping Centers e isso implica diretamente na atual centralização do cinema.
Os chamados cinemas de bairro estão praticamente extintos, assim como aqueles que existiam nos pequenos interiores do país. Ainda é possível encontrar esqueletos de velhos guerreiros que recebiam o público ávido pelo novo faroeste ou pelas comédias dos Trapalhões. Sempre que me deparo com esse antigos Cinemas em ruínas a tristeza é proporcional ao questionamento sobre a falta de engajamento social e político que deixou a arte morrer.
Diante disso a consequência ficou evidente.
Uma parcela significativa da população deixou de ir ao cinema, seja pela distância ou pelo alto custo do entretenimento, que ao se vincular aos Shopping Centers "precisa" repassar os custos ao consumidor.
Assim, o cinema se afastou do público quando deveria ir ao seu encontro, removendo quaisquer obstáculos ao seu acesso. Democratizar a sétima arte não é apenas abrir um canal de entretenimento, que por si só já seria importante, mas também estimular a informação e possibilitar o contato com novos mundos, realidades e cultura. O cinema é magia e inspiração. Tudo está relacionado. Filmes podem transformar pessoas e pessoas mudam a sociedade.
Logo, a relevância do tema é indiscutível, e no país das desigualdades sociais é preciso debater e lutar sempre pela inclusão.
 

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