Assessoria Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Rilda Alves - presidente da CUT

Após o Governo Federal ter encaminhado ao Congresso Nacional, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca altera as regras dos servidores públicos, a redução temporária da jornada de trabalho, onde acaba possibilitando a diminuição dos salários em 25% e a suspensão temporária da progressão e promoção funcional, a presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-AL), Rilda Alves, afirmou que a tentativa de enxugar a máquina pública não passa mais uma vez de um ataque direto aos trabalhadores brasileiros. 

Em entrevista ao Cada Minuto, a líder sindical disse que o caminho para cortar custos não é bem por aí e destacou o quanto os servidores públicos vem sofrendo ao longo dos últimos anos. 

"Mais uma vez trata-se de uma medida equivocada, onde você vai acabar mexendo com aqueles que já vivem no limite. Existem estados no país que não concede reajuste salarial há quase dois anos e isso só prejudica o servidor, daí vem essa medida e só piora a situação", comentou Rilda. 

Ainda segundo a líder sindical, outras medidas podem serem adotadas para que venha ter uma economia muito mais efetiva. “Podem serem feitos cortes em outras áreas que muito se gasta, mas nunca é feito. O governo gasta milhões de dinheiro com carros, pessoal, publicidade e dentre outras despesas desnecessárias, mas na hora do corte eles costumam lembrar do povo que sustenta esse país".

Através de nota, a CUT Brasil, repudiou a PEC e afirmou que o projeto de emenda, “são gatilhos que impedem a União, estados e municípios de fazerem novos investimentos”, diz um trecho da nota. 

De acordo com o projeto, prevê uma economia de gastos de R$ 24,78 bilhões no primeiro ano de vigência depois de aprovada pelo Congresso. A redução temporária da jornada de trabalho e de salários dos servidores, que pode garantir uma economia de R$ 7 bilhões em 12 meses. 


*Estagiário sob a supervisão da editoria