Assessoria Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Reunião dos governadores do Nordeste

A preocupação com a falta de celeridade do governo federal no combate às manchas de óleo que atingiram o litoral nordestino foi o primeiro ponto da Carta de Recife, oriunda de mais um encontro do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste, ocorrido na tarde desta quarta-feira (6), no Palácio das Princesas, na capital pernambucana.

O grupo de governadores, entre eles Renan Filho (MDB), de Alagoas, cobrou a colocação em prática do Plano Nacional de Contingência para Incidentes com Óleo.

Comemorando a conclusão da primeira licitação na área da saúde, com a aquisição de medicamentos por meio do Consórcio, que resultou em uma economia de cerca de 30% (R$ 48 milhões) nos valores obtidos, os governadores anunciaram que outras licitações, envolvendo saúde, educação e segurança devem ser lançadas nos próximos meses.

“A união dos estados viabilizou a economia alcançada na primeira licitação”, destacou o texto, acrescentando que o volume de medicamentos adquiridos irá atender mais de 57 milhões de nordestinos.

Os governadores também pontuaram que deve haver um aprofundamento sobre o Marco do Saneamento Básico, cuja atualização foi aprovada recentemente em comissão especial na Câmara dos Deputados, e mostraram receio de que seja deixado apenas para a iniciativa privada o direito de exploração do serviço, o que poderia inviabilizar o fornecimento para os municípios menores.

Também ficou decidida a criação de um Grupo de Trabalho para tratar da questão dos resíduos sólidos e foi reafirmado o apoio do grupo ao Acordo de Paris.

Sobre o Pacto Federativo, os governadores demonstraram preocupação com algumas mudanças que podem aumentar as desigualdades sociais, por meio da redução dos serviços públicos prestados às parcelas mais vulneráveis, frisando que “o governo insiste em tratar questões fundamentais sem estabelecer minimamente discussão prévia”.