Assessoria Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Deputado Marx Beltrão

O deputado federal Marx Beltrão (PSD), coordenador da bancada alagoana no Congresso Nacional, afirmou nesta sexta-feira (31) que “não há outro caminho para o Brasil a não ser o respeito à pluralidade, à liberdade política e de expressão, à defesa irrestrita da democracia e o repúdio à censura”. A fala de Beltrão foi dita em referência à afirmação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL/SP), que fez menção à necessidade de um novo AI5 no Brasil.

“A democracia é uma conquista do povo brasileiro e não devemos retroceder jamais em mantermos nosso país sob a vigência das regras plenamente democráticas. Não há espaço no debate, na agenda e na realidade política nacional para uma medida igual ou similar ao AI5. O próprio presidente Bolsonaro rechaçou com firmeza a idéia de um novo AI5 e o deputado Eduardo Bolsonaro se retratou publicamente logo em seguida, o que é positivo. Não podemos permitir retrocessos no Brasil” afirmou Marx Beltrão.

O deputado ainda reforçou a necessidade de defesa e ampliação da democracia em todo o país. Beltrão destacou a importância de manutenção da liberdade como princípio norteador da sociedade nacional. “Qualquer tentativa de implementar um novo AI 5 no Brasil seria descabida, inoportuna, inadmissível e seria rechaçada pela sociedade, não tenho dúvidas. A democracia brasileira precisa ser defendida e ampliada, nunca ferida, nunca apequenada. Por isso o pedido de desculpas do deputado Bolsonaro foi muito importante” reiterou o parlamentar.

O deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, afirmou em uma entrevista que, se a esquerda “radicalizar” no Brasil, uma das respostas do governo poderá ser “via um novo AI-5”. Eduardo deu a declaração ao falar sobre os protesto de rua que estão acontecendo em outros países da América Latina, retrarando-se posteriormente e pedindo desculpas pela afirmação.

O Ato Institucional nº 5, AI-5, baixado em 13 de dezembro de 1968, durante o governo do general Costa e Silva, foi a expressão mais acabada da ditadura militar brasileira. Vigorou até dezembro de 1978 e produziu um elenco de ações arbitrárias. Definiu o momento mais duro do regime, dando poder de exceção aos governantes para punir arbitrariamente os que fossem inimigos do governo militar.