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E se a casca dos alimentos usados na sua casa fosse convertido em combustível? E se fosse a macaxeira? Graças a tese de mestrado de José Mendes, sob a orientação do professor doutor Eduardo Amorim, isso é possível.

O docente explicou que foi usado o processo da "digestão anaeróbia” para a realização da pesquisa – microrganismos fermentam o resíduo e geram assim biohidrogênio e bioetanol.

 

Resultado de uma reunião entre o aluno e o orientador, que já realizava trabalhos na área “aliando seu conhecimento técnico à realidade da imensa produção de resíduos provenientes do processamento industrial da mandioca no Brasil, segundo maior produtor mundial desse tubérculo, surgiu a ideia de investigar a viabilidade da produção de energia renovável a partir das cascas de mandioca”, disse José.

Foram dois anos de pesquisa realizada no Laboratório de Controle Ambiental da UFAL, recebendo colaboração também das duas alunas da graduação do Centro de tecnologia (CTEC), Isabela Menezes e Beatriz Farias. 

 

José Mendes ainda afirmou que todo o processo desse trabalho está em processo de patenteamento junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial, sendo fruto de mais de 800 horas de análises cromatográficas e físico-químicas.

 

Impactos da descoberta

Dentre a série de impactos positivos, a sustentabilidade é um dos principais. A casca da macaxeira pode não só deixar de ser descartada irregularmente no meio ambiente, como também se tornar um biocombustível de menor impacto ambiental. Além disso, José Mendes complementa que o processo ainda pode "até mesmo substituir a lenha que é utilizada nas casas de farinha nos seus fornos. Reduzindo a exploração da nossa mata remanescente”.

 Além disso, existe a relevância de ordem econômica:  “O trabalho pode gerar um impacto socioeconômico positivo na comunidade, uma vez que viabiliza a produção de energia a partir de um produto sem valor econômico agregado, melhorando as atividades de pequenos e grandes produtores de mandioca”, afirma ainda o aluno.

 

*Aluno da Ufal