Foto: Vanessa Alencar/CadaMinuto/Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Gustavo Pessoa

Depois do envolvimento do nome do presidente Jair Bolsonaro (PSL) na investigação da morte da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco (PSOL) e do seu motorista Anderson Gomes, o presidente do PSOL em Alagoas, Gustavo Pessoa disse essa informação “abre uma nova linha investigativa que precisa ser aprofundada”.

Pessoa disse entender que a matéria veiculada é grave, porém reforçou que não se pode ser leviano “e levantar acusações sem que o processo investigativo seja devidamente concluído”.

Rebatendo a postura do presidente, o líder do PSOL declarou que  “o que preocupa são os sinais emitidos pelo presidente de  que pode usar a Polícia Federal a seu bel prazer como numa ameaça de obstrução dos trabalhos ou dando a entender se tratar de um órgão particular da sua família”.

Em entrevista, Bolsonaro chegou a falar que o processo, que corre sob segredo de justiça, teria sido “vazado” a pedido do governador do RJ Wilson Witzel. Gustavo disse então que “preocupantes também tem sido suas ameaças às instituições democráticas e à imprensa”.

A sua imagem colérica e raivosa em live feita ontem é incompatível com a liturgia do cargo por ele exercido, destacou Gustavo Pessoa explicando que “na condição de presidente e se tem certeza da sua inocência deveria ser o primeiro a defender a independência dos órgãos investigativos e se colocar à disposição para esclarecimentos”.

Para o líder do PSOL em Alagoas “são conhecidas as relações entre a família Bolsonaro e as milícias que atuam no Rio; o elo entre isso e o brutal assassinato de Marielle precisa ser esclarecido”, concluiu ele.