Foto: Reprodução Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Medicamentos

Com a ascensão das redes sociais e a popularização de blogueiras no seguimento de estilo de vida, beleza e moda, a pauta da redução de peso e medidas está em foco. São dietas de todos os tipos, exercícios variados e, em alguns casos, medicamentos com a finalidade do emagrecimento, anunciados como “naturais”. No entanto, de acordo com a professora de Nutrição da UNINASSAU Maceió, Danielle Vanderlei, muitos dos “emagrecedores naturais” não são tão naturais quando dizem.

“Existem muitos produtos no mercado ditos naturais e que prometem emagrecimento, porém, chás e fitoterápicos não tem poder de proporcionar o emagrecimento. Em geral, existem outras substâncias adicionadas”, afirma a professora, lembrando que medicamentos em geral trazem efeitos colaterais associados e, no caso dos emagrecedores, podem trazer ainda alterações metabólicas que aumentem a dificuldade do paciente de manter o peso e/ou perder peso novamente, caso necessário.

No consultório, a educadora já atendeu pacientes que haviam feito uso de medicações. “Alguns pacientes relatam ter sentido taquicardia, diarreia, aumento da ansiedade, dificuldade para dormir... E os que conseguem manter a medicação sem efeitos, costumam reganhar o peso quando interrompem a droga”, diz.

Ainda de acordo com Danielle, algumas medicações que estão sendo usadas para emagrecimento foram desenvolvidas para pessoas diabéticas, ou contém hormônios que alteram o funcionamento normal do organismo e podem ter complicações bem sérias para a saúde, chegando até a uma falência hepática.

“É importante esclarecer também que nutricionistas não podem prescrever medicamentos. Quem deve avaliar se há alguma indicação para medicamentos é o médico especialista na patologia que o paciente apresenta. O paciente deve ter o cuidado de conhecer o conteúdo da fórmula, pois algumas condutas para emagrecimento têm hormônios em sua fórmula e são prescritos sem que o paciente saiba”, alerta a Nutricionista.

Emagrecer do jeito certo

A profissional lembra que a mudança de hábitos de vida que incluem alimentação, saúde mental e atividades físicas ainda é a forma mais correta de emagrecer. “Para uma pessoa que quer emagrecer utilizando esses medicamentos, eu diria que repense o caminho do tratamento e entenda que esse resultado não é sustentável, além de nocivo para a saúde. Uma alteração no padrão de comportamento e alteração de hábitos podem fazer o paciente alcançar o peso saudável de maneira sustentável”, pontua a professora da UNINASSUA Maceió.