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Um texto  analítico de Judas Sacaca:


"Todo mundo impressionado com a atuação de Joaquim Phoenix na pele do Coringa. E ao que parece também, todo mundo compreendeu a crítica que o filme faz ao sistema: um sujeito falido econômica e emocionalmente por fim resolve virar bandido - causa e consequência. Perfeito! Parabéns aos envolvidos; recado foi dado.
Então acho que já dá pra gente falar desse Coringa da foto abaixo, que atendia pelo nome de Sandro Barbosa do Nascimento. Só pra situar a galera mais jovem, o Coringão da pesada na foto aí, ficou famoso como o assassino do ônibus 174 no Rio de Janeiro no ano 2000. Ele, assim como o personagem do filme, também passou por uns perrengues na vida, tipo: foi abandonado pelo pai antes mesmo de nascer; viu aos oito anos a própria mãe ser assassinada bem na sua frente; virou menino de rua e em 1993 então com 15 anos sobreviveu à chacina da Candelária.
Mas na cabeça de alguns ele não teve forças para reagir e "vencer" na vida. Preferiu enveredar pelo caminho fácil da malandragem do que agarrar as oportunidades que a vida lhe deu - a tal da meritocracia; tão em voga hoje em dia. Bora falar desse Coringa tupiniquim da vida real? Ou vocês só conseguem entender o estrato social quando ele é entregue a vocês bem mastigado pelos roteiristas de Hollywood numa linda tela digital de cinema?"

Fonte:Judas Sacaca