Queridinho dos paulistas, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso conseguiu, nesta sexta-feira (18), ser destaque no Estadão e na Folha, dois dos maiores veículos de comunicação do País.

Emplacar tamanho destaque não é pra qualquer mortal, mas FHC tem uma boa causa: Ele está lançando o quarto volume de seu "Diários da Presidência". O período tratado é o biênio final do seu segundo governo (2001-02).

Claro que ambos os veículos aproveitaram o encontro muito mais para abordar questões e personalidades da política atual do que o passado retratado na obra.

Leia abaixo algumas opiniões de Fernando Henrique sobre políticos e o momento atual:

Lula – “É preciso reconhecer que o Lula teve capacidade para governar. O Lula não quebra regras Ele é conservador, no bom sentido. Demonstrou que tinha mais jogo de cintura do que parecia”.

Prisão após julgamento em segunda instância – “Não pega sóm o Lula, é muita gente. [Mudar] tem consequências complicadas. Se houve algum avanço é que gente que roubou, sendo poderosa ou rica, foi presa”.

Sobre Lula ser preso político – “Não, eu não acho. Pode ter motivação contra ele, inclusive por juízes, mas não é por isso que ele é condenado. É condenado por fatos.”

Jair Bolsonaro – “Não votei no Bolsonaro e não apoio o governo, mas é preciso ter equilíbrio nessas coisas. Há liberdade, imprensa livre, Justiça e Congresso funcionando. Outra coisa é discordar das medidas que são tomadas.”

“A democracia tem que ser cuidada, sempre. Eu não tenho a visão de que inevitavelmente o Brasil vai [piorar] porque o presidente é de direita, seu grupo de referência é atrasado, reacionário, antiquado em muita coisa”.

“ O marxismo cultural, o globalismo, isso não existe. Quem é comunista hoje, qual a referência concreta? É a China? Acabei de ver a lista dos dez maiores bancos do mundo, a maioria é chinesa. É Cuba? No passado queria exportar a revolução, hoje esqueceu desse assunto.”

Luciano Huck – “Eu sou amigo do Luciano. Mas ele tem que decidir que vai ser líder político. São coisas parecidas, mas não são iguais, ter popularidade pela via da celebridade e pela via da briga política. A política divide, a celebridade soma.”

João Doria – Acho muito cedo [falar em candidatura presidencial]. É prudente que o Doria comece a se caracterizar de outra maneira (em relação a Bolsonaro). É pouco provável que o Bolsonaro seja uma figura agregadora daqui a dois ou três anos”.

“Ser eleito presidente depende de você entender e lidar com a diversidade do Brasil. Não sei se o Doria tem capacidade de expressar um sentimento nacional.”

Leia mais aqui e aqui e tire as suas conclusões.