Foto: Estadão Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Edifício desabou esta manhã em Fortaleza, no Ceará.

Após o Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) do Ceará afirmarem nesta manhã que o desabamento do edifício Andrea, em Fortaleza, havia deixado um morto, as autoridades do estado recuaram e passaram a dizer, por volta das 18h30, que "não há nenhuma morte confirmada".

A reportagem questionou os bombeiros, a Polícia Civil, a SSPDS e a Perícia Forense sobre a morte que havia sido anunciada e sobre a mudança de versão. Mas não houve resposta oficial.

A reportagem questionou os bombeiros, a Polícia Civil, a SSPDS e a Perícia Forense sobre a morte que havia sido anunciada e sobre a mudança de versão. Mas não houve resposta oficial.

Mais cedo, o coronel Cleyton Bezerra, chefe da operação dos Bombeiros, o tenente-coronel Oscar Neto e o tenente Romário Filho afirmaram que havia um morto na tragédia. A informação também tinha sido repassada pela SSPDS por meio de nota.

Questionado sobre a diferença nas versões, o governador Camilo Santana (PT) não foi claro, mas repetiu a versão de que nenhum corpo foi retirado sem vida.

Nove [pessoas] foram resgatadas com vida. Nove ainda estamos buscando. A determinação é 24 horas trabalhando para salvar as pessoas nos escombros", disse Santana.

O hospital IJF (Instituto José Frota) informou que recebeu três vítimas do desabamento. São elas: Cleide Maria da Cruz Carvalho 60; Maria Antônia Peixoto, 72 Gilson Moreira Gomes, 53. Todos seguem em atendimento, segundo o hospital.

Segundo os bombeiros, o resgate de sobreviventes será feito manualmente nessas primeiras 24 horas após o desabamento. De acordo com o coronel Eduardo Holanda, comandante geral do Corpo de Bombeiros no Ceará, o uso de maquinário pesado ocorrerá só depois desse prazo. A complexidade desse resgate é maior, já que há possibilidade de pessoas com vida sob os escombros.

"São quase 300 homens envolvidos na operação, e não descansaremos até que o último reclamado seja resgatado", afirmou Holanda. Ele diz que os bombeiros entram em "cada fresta, em cada espaço, dentro da pilha de escombros" em busca de sobreviventes.

Os bombeiros estimam também que o trabalho de resgate durará ao menos dois dias, e a atividade adentrará a noite. Iluminação está sendo preparada para a operação noturna. "Vamos ficar 24 horas por dia na operação e vamos ficar até resgatar todos dos escombros", afirmou o comandante.

"A gente procura fazer muito silêncio no local para tentar ouvir as vítimas. O maquinário pesado ainda não é indicado por criar uma instabilidade e pode ocorrer um novo desabamento. A gente vai esperar pelo menos 24 horas para entrar esse maquinário", afirmou.

De acordo com o levantamento mais recente, há nove pessoas a serem retiradas do desabamento. "As famílias dos reclamados são informados com u boletim a cada 2 horas, e pelo que consta, nenhum criança está no prédio", afirmou o bombeiro.