Ascom/ALE/Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Plenário da ALE

O bárbaro assassinato do menino Danilo, de 7 anos, cujo corpo foi encontrado no sábado (12), um dia depois do sequestro da criança, no bairro Clima Bom, em Maceió, repercutiu na sessão  desta terça-feira (15), na Assembleia Legislativa. Primeira a falar sobre o assunto no plenário, a deputada Jó Pereira (MDB) anunciou que a Comissão da Criança e Adolescente, Família e Direitos da Mulher da Casa, presidida por ela, irá acompanhar o caso.

Durante seu pronunciamento, a parlamentar pediu ao Governo do Estado rapidez e diligência para solucionar o bárbaro crime. “Não existe dor maior que a perda, a morte, de um filho, principalmente nós, mulheres, sentimos essa dor como um pedaço nosso que deixa a vida... O Estado precisa elucidar o bárbaro crime dessa criança de apenas sete anos. Os pais pedem e merecem justiça, a comunidade quer justiça, todos nós esperamos por justiça”, destacou Jó.

A deputada acrescentou que a prioridade estratégica dada à área de segurança pública pelo Executivo tem tido sucesso no combate à violência, como demonstram os números, mas não está imune a maldade humana. “Que Deus conforte em especial o coração dessa mãe, de toda a família, do irmão que o acompanhava no momento do sequestro e dos parentes do pequeno Danilo, que agora é mais um anjo na história da violência contra crianças e adolescentes no nosso estado”, pontuou.

Em aparte, o deputado Cabo Bebeto (PSL), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública, falou sobre a suspeita de que o crime tenha sido em virtude de algum “ritual satânico”, devido à forma como o corpo foi encontrado, quase sem sangue algum, e afirmou que as polícias Civil e Militar estão revoltadas com o homicídio e empenhadas em elucidar o caso.

“Os policiais estão tomando para si esse caso, mas é preciso que a população tenha consciência: foi com Danilo, mas podia ser com o filho de qualquer um... Alguém viu alguma coisa e precisa dizer a polícia”, prosseguiu o deputado, apelando para que possíveis testemunhas liguem para o Disque Denúncia (181).

Contando que conversou com o padrasto de Danilo ontem, na Delegacia de Homicídios, Bebeto disse que se colocou à disposição da família e da polícia. “Esse é o verdadeiro papel dos direitos humanos... Nada justifica aquela barbárie com uma criança... Espero que a polícia pegue o responsável e ele ou ela reaja e a polícia responda a altura, para que um crime desse nunca mais se repita... Homicídio contra uma criança é inimaginável... Todo mundo que se diz defensor dos direitos humanos tem que ir na casa do Danilo prestar solidariedade”, finalizou.

Também em aparte, Antonio Albuquerque (PTB) parabenizou a “lucidez” do pronunciamento do colega e reforçou o apelo para que o criminoso seja localizado: “As forças policiais do Estado vão se empenhar muito para colocar a mão nesse ser que é incapaz de ser descrito... Mas a participação da população, de alguém que viu ou soube de algo é importantíssima. Do jeito que aconteceu com aquela família, pode acontecer com qualquer outra... Não tenho dúvidas que alguém viu e pode ajudar muito para que essa ou esse monstro não continue em liberdade”.