Foto: Reprodução Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Renan Calheiros durante entrevista para o UOL.

O senador alagoano Renan Calheiros fez críticas severas ao presidente Jair Bolsonaro e ao Ministro da Justiça, Sérgio Moro, em uma entrevista dada ao UOL e a Folha de São Paulo, nesta sexta-feira (11).

Com o tom ácido que lhe é de costume, Renan disse que em dez meses de governo Jair Bolsonaro é possível identificar três versões diferentes do presidente. O das propostas econômicas que “não tem resultados”, o das “falas chocantes e preconceituosas” e o que indicou Augusto Aras para a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o “corporativismo do Ministério Público” e que respeitou a decisão do Congresso de derrubar vetos à lei de abuso de autoridade, “se há um Bolsonaro com quem você possa dialogar é com esse”, completou o senador.

Já sobre o Ministro da Justiça, Sério Moro, o emedebista fez uma avalição ainda mais dura. Segundo ele, Moro “revelou ter uma formação intelectual fascista” e que após o episódio das conversas obtidas e divulgadas pelo site The Intercept Brasil, o ex-magistrado age como “alguém que está à beira de um vulcão que começa a ter uma erupção”.

“Ele começou o governo querendo legislar por decreto e nunca teve uma concepção clara de separação dos Poderes. Mandou para o Congresso um pacote anticrime que, ao invés de coibir, dá direito de matar”, disse Renan.

O senador disse ainda que Moro no tempo que era juiz era um “político enrustido, porque liderou um projeto de poder”.

Durante a entrevista, Renan elogiou o atual presidente do Senado Davi Alcolumbre e disse que não pretende "jamais" se canditar à presidência da Casa, posto que ocupou por quatro mandatos seguidos.