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A deputada federal Tereza Nelma manifestou preocupação sobre o caso de Peste Suína Clássica, detectada nesta semana no município de Traipu, no Agreste alagoano. Mesmo sob os cuidados dos órgãos responsáveis, como a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal) e a Vigilância Sanitária do Estado, a deputada se colocou à disposição para auxiliar no que for necessário para que a doença não se espalhe e venha a tornar-se uma epidemia.


Como integrante da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Comércio Internacional e do Investimento, a deputada reforça que, mesmo não sendo uma doença perigosa aos humanos, precisa ser erradicada no país. “Uma epidemia no país poderia interferir no comércio da carne desses animais para outros países. Precisamos criar barreiras para que esse caso em Traipu, que já foi isolado e está sendo monitorado, não tome proporções maiores e afete a economia”, afirma a deputada.


Ione Almeida, coordenadora da Vigilância Sanitária de Alagoas, afirma que existem barreiras a serem quebradas, até que a doença seja considerada uma epidemia a nível nacional. Ela explica que o caso de Traipu é isolado e que já foi contido, havendo um monitoramento de outras áreas pela Vigilância Sanitária. Mas que caso essas barreiras sanitárias não fossem capazes de conter um surto, poderia sim haver interferências no comércio dessas carnes. 


De acordo com a Adeal, o monitoramento passou a se intensificar a partir de 2016, quando Alagoas já não era considerada uma zona livre da Peste Suína Clássica. E nesta semana, a partir da coleta de exames em animais de algumas propriedades, um deles deu positivo. “Equipes compostas por fiscais agropecuários foram acionadas imediatamente, e já estão atuando na região. Medidas como a interdição da propriedade onde foi localizado o foco e a proibição do trânsito de suínos, entre outras, estão sendo tomadas em busca da contenção e da eliminação da doença”, informou a Agência em nota.


Ainda segundo a Adeal, a Superintendência Federal de Agricultura já encaminhou um técnico ao local, que está auxiliando nesse monitoramento. Além disso, os estados de Sergipe e Bahia já foram alertados, por fazer fronteira com o município onde o caso foi detectado.