Ascom MP Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Operação Expurgo (Primeira fase)

O delator que colaborou com as investigações para a prisão dos policiais militares envolvidos em uma organização criminosa liderada pelo tenente Tiago da Silva Duarte (preso desde janeiro deste ano) contou que antes de praticar o assassinato contra João Pereira da Silva, o tenente torturou a família de Joãozinho. Além disso, segundo o relato dele, o Tiago tentou estuprar a mulher do suspeito.

 

Quando fui ao encontro do tenente Tiago, percebi que ele estava quebrando os dois dedos da mulher do Joaozinho. E ele estava querendo estuprá-la. Eu a vi de joelho com a boca nas partes íntimas dele. O traficante pedia para que o matassem, mas que deixassem sua esposa. E os filhos estavam no quarto ao lado, escutando a mãe gritar”, diz um trecho do depoimento do colaborador.

 

O delator também informou que o referido oficial “possui um conjunto de objetos destinados a torturar suas vítimas, a exemplo de um bastonete de borracha com pregos na ponta e uma grande agulha reforçada, e que esta última serviria para penetrar a região transitória entre a unha e a carne, extremamente sensível e dolorosa”.

 

E após matarem o suposto traficante, os investigados ainda subtraíram duas televisões LCD, dois celulares, além de uma maleta de jóias pertencente à esposa de João Pereira da Silva.

 

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