Caso representasse uma forma de investimento seria um exemplo extremo de acerto financeiro a escolha do então deputado federal  Jair Bolsonaro de se filiar ao PSL.

O fenômeno eleitoral da sua candidatura em 2018 transformou o insignificante partido em uma legenda com ótimo tempo de televisão e, principalmente, dono de uma verba eleitoral milionária.

Quando Bolsonaro entrou no PSL a verba do Fundo Eleitoral na conta da sigla era de pouco mais de R$ 1,2 milhão. Com a eleição de 52 deputados federais (hoje já são 55), o PSL tem este ano estratosféricos R$ 110 milhões.

E para 2020, ano de eleições municipais, calcula-se que só o Fundo ficará em R$ 200 milhões.

Mas hoje há uma crise, e essa crise foi tornada pública pelo próprio Jair Bolsonaro esta semana ao ser flagrado criticando Luciano Bivar e o partido.

O que está em disputa, e esse é o desejo do clã Bolsonaro, é o controle da máquina partidária, hoje nas mãos do deputado federal Luciano Bivar (PE), presidente do partido.

Caso não ocorra entendimento entre os dois grupos em conflito, a tendência é o presidente, seus filhos e aliados migrarem para um novo partido.

Alguns cenários para desembarque são avaliados. Marcus Alves de Souza, presidente da UDN – União Democrática Nacional e que já pediu registro como partido ao TSE - disse, segundo reportagem do Estadão (leia aqui), que "Estamos de braços abertos para a família Bolsonaro".

Já o Globo (leia aqui) revela outra alternativa: “criar uma legenda do zero, a partir da coleta de assinaturas. Essa alternativa é vista como menos provável, uma vez que levaria um tempo maior até ser viabilizada. Mesmo assim, o caminho está sendo pavimentado, e o partido seria batizado de Conservadores. Aliados do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) estão, inclusive, finalizando o estatuto dessa nova legenda”.