Foto: Reprodução/Redes Sociais Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Atriz e empreendedora Giovanna Ewbank

O vídeo que vi da Giovanna Ewbank sobre maternidade durante uma palestra, na última quarta-feira (02), foi a melhor coisa que vi essa semana. A atriz deu uma verdadeira lição de moral naquelas pessoas que são preconceituosas com relação a adoção. Além disso, Giovanna falou sobre o machismo que a rodeia, as diferenças entre ela e o esposo, Bruno Gagliasso, e sobre o que não deve se dizer para uma mãe adotiva.

Me identifiquei bastante com a palestra da atriz que adotou duas crianças. Tenho sonho em adotar, é um objetivo de vida, mas toda vez que comento isso com alguém, ouço algo do tipo: “é preciso ter coragem, viu?”; ou então: “filho dos outros não presta porque eles podem virar delinquentes”.

Por qual motivo é preciso ter coragem para adotar alguém? Adoção não é do nada. Você adota um filho ou filha que se identifica, que vai amar, e não por pena. Sobre essa história de que filho dos outros não presta é um comentário disfarçado de preconceito. Afinal, se fosse dessa maneira, os filhos biológicos dariam sempre certo. E sabemos que não é assim que funciona. 

A parte mais marcante da fala de Giovanna foi quando ela disse que “adoção não é caridade”. E não é mesmo. Você não adota porque aquela criança está em um lar e você quer fazer um “ato de caridade”. Você adota por amor, por conexão, por querer entregar tudo de bom que você tem para aquela criança ou adolescente.

A palestra de Ewbank nos faz pensar sobre maternidade. Inclusive, sobre a maternidade que não nasce da barriga, mas sim do coração.

“O meu parto foi naquele chão frio daquele abrigo, com pessoas que eu jamais havia visto na vida e ali era só eu e ela. Foi ela que me tornou mãe, foi ela que me tornou leoa”, disse Giovanna durante a palestra.

Uma vez escutei que só quem era capaz de amar sem limites podia adotar. Que fique esta reflexão!

 

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