Vinícius Firmino/Ascom ALE Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Deputada Cibele Moura

Acusado de agredir verbalmente a deputada estadual Cibele Moura (PSDB), o diretor da Escola Estadual Saturnino de Souza, localizada em Matriz do Camaragibe, será convocado a dar explicações na Assembleia Legislativa de Alagoas. A parlamentar relatou o fato, ocorrido durante uma visita dela à escola, na sexta-feira passada, durante a sessão desta terça-feira (01).

“A Casa está unida. Já conversei com meus pares da Comissão de Educação e em plenário. A forma que for melhor para mostrar a união da Casa a gente vai fazer”, disse Cibele à imprensa, ao ser questionada sobre como será feita a convocação. Ela também descartou a possibilidade de, inicialmente, apenas convidar o gestor: “O convite tem que ser feito a pessoas que querem ajudar, que querem contribuir... Quem não quer ajudar, nem contribuir, tem que vir prestar todos os esclarecimentos”.

Na tribuna da Casa, a deputada relatou que já havia iniciado o trabalho de fiscalização - que faz parte do projeto de seu gabinete, Rota da Educação – na unidade escolar, quando o diretor José Cristiano de Oliveira Ferreira chegou tentando impedir seu trabalho. “Um trabalho que é legítimo do legislativo, que é fiscalizar, olhar o que está funcionando e o que não está, ajudar o governo, trazer os temas para essa Casa, mas o diretor aparentava não saber disso... E fez questão de dizer era formado em Direito... Ele até pode ser formado em Direito, mas não sabe qual  a função do legislativo, nem sabe administrar direito”, desabafou.

A parlamentar contou que, ontem, teve uma nova surpresa ao receber um vídeo no qual o diretor diz que “não é uma deputada metida a cavalo do cão, com 24 anos de idade, que vai dar jeito na escola” ao discursar para alguns alunos. “Isso é uma afronta não a mim, mas a Assembleia... Não pode ser admitido que uma pessoa dessas esteja representando uma escola. Essa Casa merece ser respeitada”, prosseguiu Cibele, acrescentando que, entre as irregularidades identificadas durante a fiscalização, encontrou a despensa da escola praticamente vazia e foi informada da falta de merenda escolar há alguns dias.

Em entrevista à imprensa, a deputada disse ainda que, ao saber do ocorrido, o secretário de Educação, Luciano Barbosa, entrou em contato com ela e se colocou à disposição para ajudar no que for necessário.

Solidariedade

Em apartes, vários deputados se solidarizaram com o pronunciamento. Jó Pereira (MDB) disse ser inadmissível que um parlamentar, no exercício do cargo, seja impedido de exercer a principal função do parlamento, que é fiscalizar. Davi Maia (DEM) pontuou que o ataque foi a toda a Casa e o líder do governo, Silvio Camelo (PV) também lamentou o despreparo do diretor escolar, fazendo questão de frisar que a atitude não é uma orientação do governo do Estado, nem da Secretaria de Educação.

“Precisamos saber o motivo dessa atitude... Só me leva a crer que ele tinha algo a esconder”, acrescentou o presidente da Comissão de Educação da Casa, Marcelo Beltrão (MDB), colocando o colegiado à disposição da deputada. Galba Novaes (MDB) e Gilvan Barros Filho também se pronunciaram.