Divulgação Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Hanseníase

 

O secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres, assinou a Portaria n° 6.091/2019, que institui o Grupo de Trabalho (GT) para elaboração da linha de cuidado sobre a hanseníase na Rede de Atenção à Saúde. No conjunto de medidas, o grupo de trabalho precisa tratar sobre ações e medidas para promoção à saúde, vigilância epidemiológica, diagnóstico, acompanhamento e reabilitação de pessoas atingidas pela doença.

“Tratamos deste grupo de trabalho para reestruturar os cuidados com a hanseníase na Rede de Atenção à Saúde aqui em Alagoas. É muito importante que os portadores de hanseníase tenham conhecimento de seu tratamento, de que forma serão acompanhados. Esta iniciativa é mais uma representação de que a saúde está mais próxima do cidadão alagoano”, destacou o secretário Alexandre Ayres durante a assinatura que ocorreu na última sexta-feira (13).

O grupo de trabalho será integrado por representantes da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Universidade Estadual de Ciências da Saúde em Alagoas (Uncisal), Universidade Federal de Alagoas (Ufal), do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) e Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems).

Com base nisso, técnicos do Morhan irão se reunir na Secretaria de Estado da Saúde, das 9h às 12h, para discutirem o Planejamento da Estratégia Nacional para o Enfrentamento da Hanseníase 2019/2022.

O propósito geral é contribuir para a redução da carga de hanseníase em Alagoas. O documento está estruturado em três pilares estratégicos e cada pilar possui objetivos específicos e ações macro, como, por exemplo: fortalecer a gestão do programa, enfrentar a hanseníase e suas complicações e combater a discriminação e promover a inclusão.

Segundo Fabiana Santos de Oliveira, enfermeira do Morhan, a importância do planejamento é importante para que se tenha o diagnóstico precoce da doença na Atenção Básica e que educação continuada dos trabalhadores da saúde é fundamental para o sucesso no diagnóstico. Isso porque, o Brasil ocupa a segunda posição no mundo, entre os países que registram casos novos. Em razão da elevada carga, a doença permanece como um importante problema de saúde pública no País. “É preciso que o profissional pense que os sintomas do paciente pode ser hanseníase. Para isso, é preciso estar alerta”, disse.

Ainda de acordo com a enfermeira, o diagnóstico de caso de hanseníase é essencialmente clínico e epidemiológico, realizado por meio do exame geral e dermatoneurológico para identificar lesões ou áreas de pele com alteração de sensibilidade e comprometimento de nervos periféricos, com alterações sensitivas, motoras ou autonômicas.

Entre outras atribuições, o grupo de trabalho irá organizar agendas, convocar reuniões, encaminhar versões, revisar documentos e entregar a linha de cuidado sobre a hanseníase no prazo máximo de quarenta dias a partir da data de publicação da Portaria em Diário Oficial do Estado (DOE).

Detecção e tratamento – A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa, causada pela bactéria Mycobacterium leaprae. A transmissão se dá pelas vias aéreas, por meio do contato entre uma pessoa infectada para uma saudável suscetível. As manchas causadas não doem e não coçam e o período de incubação da doença é de cinco anos.

A bactéria tem atração por pele e nervos, podendo causas atrofias e áreas de insensibilidade. Caso a bactéria atinja o nervo, pode causar incapacidades muitas vezes irreversíveis. “Com o diagnóstico precoce, a doença pode ficar só no estágio da pele”, afirmou Fabiana Santos.

Conforme a profissional, a hanseníase tem cura, mas pode causar incapacidades físicas se o diagnóstico for tardio ou o tratamento não for realizado adequadamente, pelo período preconizado, já que atinge pele e nervos.

Além do diagnóstico, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento para hanseníase, disponível em todas as unidades públicas de saúde. A poliquimioterapia (PQT), uma associação de medicamentos que evita a resistência do bacilo deve ser administrada por seis meses ou um ano a depender do caso.

Os pacientes deverão ser submetidos, além do exame dermatológico, a uma avaliação neurológica simplificada e sempre receber alta por cura. Contudo, o paciente precisa ser acompanhado pela equipe multiprofissional da Atenção Básica, por conta das reações hansênicas e da recidiva.