Foto: Assessoria Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Agentes de combate às endemias de Maceió deflagram greve

Agentes de combate às endemias de Maceió deflagraram greve após várias tentativas de negociação com a Prefeitura para a implantação do piso salarial nacional. Representantes do Sindicato dos Agentes de Saúde de Alagoas (Sindacs-AL) e do Movimento Unificado dos Agentes de Saúde de Maceió, se reuniram com agentes de combate às endemias na manhã desta sexta-feira (13), em frente à Secretaria Municipal de Gestão (SEMGE).

 

A reivindicação está embasada na Lei Federal 13.708/18, que estabelece a implantação do piso salarial para agentes de saúde e de combate às endemias em todo o Brasil. A prefeitura de Maceió não cumpre com a lei e paga aos trabalhadores um valor abaixo do praticado nacionalmente.

 

Segundo o presidente do Sindacs-AL, Fernando Candido, a categoria já havia dado todas as demonstrações de flexibilidade para negociar com a Prefeitura. “Teremos que radicalizar o movimento, uma vez que o prefeito não sinaliza com nenhuma possibilidade de abertura de diálogo”, afirmou.

 

Sem um acordo por parte dos gestores municipais, os trabalhadores decidiram pela deflagração de greve por tempo indeterminado. O Sindacs-AL e o Movimento Unificado já estão com os trâmites legais em curso para que em no máximo 72h a paralisação tenha início.

 

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado no dia 11 de setembro pelo Ministério da Saúde, Alagoas teve o maior aumento de casos prováveis de chikungunya em 2019. Além disso, só esse ano já foram registrados mais de 30 casos de zika em gestantes no estado. Diante de um cenário preocupante como este, o trabalho de profissionais como os agentes de endemias se faz imprescindível.

 

“Isso só mostra a importância do trabalho realizado pelos agentes de endemias. Sabemos que com a greve a população poderá ser prejudicada, mas é de total responsabilidade do Prefeito Rui Palmeira garantir os direitos dos trabalhadores para que estes possam desempenhar as suas atividades com dignidade”, comentou Fernando Candido.

 

*com Assessoria