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Conselheiros tutelares e profissionais da saúde e educação dos municípios que compõem a II Macrorregião de Saúde estiveram reunidos, nesta quinta-feira (12), na cidade de Arapiraca, durante o I Seminário Sobre Atendimento às Vítimas de Violência Sexual no Agreste e Sertão de Alagoas. 

 Promovido pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesau), por meio da Rede de Atenção às Vítimas de Violência Sexual (RAVVS), o evento ocorreu no Centro de Referência Integrado de Arapiraca (CRIA), e também reuniu coordenadores da Atenção Básica em Saúde de toda a região.

 A programação do seminário contou com apresentação das atividades da RAVVS pela coordenadora da rede, a psicóloga Camile Wanderley, e palestra do bacharel em Direito e membro do Conselho Tutelar de Luziápolis, em Campo Alegre, Yalisson Guedes, sobre os procedimentos a serem adotados pelos conselheiros nos casos de violência sexual.

 A gerente-geral do Hospital de Emergência do Agreste, médica Regiluce Santos, acompanhou todas as atividades no seminário, que também tratou dos debates para a construção do Plano Estadual de Combate à Violência Sexual, a exemplo da definição do fluxo de atendimento da rede e avaliação dos desafios e diagnósticos dos casos.

Ainda durante o evento, a assistente social Maria Brasil proferiu palestra sobre o acompanhamento familiar às vítimas de violência sexual.

 A programação também contou com a participação da assistente social Elisabeth Toledo, especialista em Vigilância à Saúde e assessora técnica da Saúde da Pessoa Idosa da Sesau, que abordou o papel da Atenção Primária no acompanhamento às vítimas.

 “A estruturação da rede nos municípios, na área da saúde, é importante no trabalho conjunto com o setor de assistência social e dos diversos órgãos de apoio com os conselhos tutelares, IML, delegacias da mulher, os centros de apoio social, entre outros órgãos”, salientou Elizabeth Toledo. Ela destacou o papel do Hospital de Emergência do Agreste, que vai acolher as vítimas de abuso sexual.

 Para o conselheiro tutelar do município de São Sebastião Givaldo dos Santos, toda a sociedade tem o papel de proteger a criança e adolescente, respaldada nos direitos de cada cidadão. “Apesar de muitos conselheiros tutelares sofrerem ameaças, esses profissionais seguem sua missão, porque defendem o bem maior, que são as crianças, adolescentes e seu bem-estar físico e psicológico”, acrescentou.