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O Conselho de Medicina do Estado de Alagoas (Cremal) irá investigar o aborto sofrido por uma jovem da cidade de Penedo acontecido após a colocação incorreta de um Dispositivo Intra Uterino (DIU).

Segundo a assessoria de Comunicação do Cremal o fato se deu devido à implantação do método contraceptivo DIU por um enfermeiro, em mulher que apresentava 12 semanas de gravidez. O procedimento invasivo, que por lei é restrito aos profissionais médicos, foi de forma equivocada realizada por um profissional da enfermagem.

“Estamos consternados pelo acontecido que poderia ter sido evitado. Travamos uma grande luta em prol da lei do ato médico, que estringe aos profissionais médicos realizarem procedimentos invasivos, com o intuito de resguardar os pacientes, para que situações lamentáveis como essa não voltem a acontece”, afirma o presidente do Cremal, Fernando Pedrosa.

Providências

Com o fato, o Cremal está acionando o Ministério Público de Alagoas para apurar o aborto e responsabilizar os profissionais e os municípios que estão submetendo mulheres a esse procedimento, sem a presença de um médico.

Sabe-se que a aplicação do DIU está sendo realizada desde o agosto, noa municípios de Penedo e Arapiraca, onde centenas de mulheres já foram submetidas a aplicação. “Para que esse procedimento seja realizado, é no mínimo necessário que se solicite da paciente um teste de gravidez, o beta HCG, e uma ultrassonografia. É uma irresponsabilidade ir adiante com a aplicação do DIU sem ter a certeza que a paciente não está grávida ou com outras enfermidades”, avalia Pedrosa.

*Com assessoria