ABR Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Correios em greve

Após a greve geral por tempo indeterminado deflagrada nesta manhã, a assessoria de Comunicação dos Correios informou na tarde desta quarta-feira, dia 11, que a paralisação não afeta os serviços da estatal.

Segundo a nota a empresa já colocou em prática seu Plano de Continuidade de Negócios para minimizar os impactos à população. Medidas como o deslocamento de empregados administrativos para auxiliar na operação, remanejamento de veículos e a realização de mutirões estão sendo adotadas.

Levantamento parcial realizado hoje mostra que 82% do efetivo total dos Correios no Brasil está trabalhando regularmente. Em Alagoas, 83,4% dos empregados estão trabalhando normalmente. Os clientes devem aguardar a entrega de correspondência e encomendas em suas residências, destacou a assessoria.

Negociação

“Conforme amplamente divulgado, os Correios estão executando um plano de saneamento financeiro para garantir sua competitividade e sustentabilidade. Desde o início de julho, a empresa participa de reuniões com os representantes dos empregados, nos quais foram apresentada a real situação econômica da estatal e propostas para o acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado, atualmente na ordem de R$ 3 bilhões. As federações, no entanto, expuseram propostas que superam até mesmo o faturamento anual da empresa”, destacou a assessoria.

Vale ressaltar que, neste momento, um movimento dessa natureza agrava ainda mais a combalida situação econômica da estatal. Por essa razão, os Correios contam com a compreensão e responsabilidade de todos os seus empregados, que precisam se engajar na missão de recuperar a sustentabilidade da empresa e os índices de eficiência dos serviços prestados à população brasileira, concluiu a nota.

A greve

Em entrevista, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos em Alagoas (Sintect-AL), Alysson Guerreiro, lembrou que os trabalhadores pediram que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) mediasse a manutenção do acordo coletivo vigente, mas a empresa se retirou da negociação.

“Os trabalhadores não estão pedindo muito, apenas a reedição do último acordo coletivo e o fim do projeto de extinção do que sobrou de benefícios para os trabalhadores”, comentou o presidente Sintect.