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A banda norte-americana Evanescence volta ao Brasil dois anos após uma série de shows pelo país. Dessa vez, a ocasião é a apresentação única no segundo dia do Maquinária Festival, em São Paulo, no dia 8 de novembro, que tem ainda nomes como Panic At The Disco, Dir En Grey e Duff McKagan’s Loaded.

Com três discos de estúdio e um ao vivo em sua discografia, o Evanescence, que não lança nada desde 2006, prepara um álbum novo, influenciado pelas bandas Portishead e Massive Attack. O trabalho, ainda sem data certa de lançamento, deve sair no ano que vem.

Da formação original do Evanescence, resta apenas a vocalista e pianista Amy Lee, uma vez que todos os demais integrantes abandonaram o grupo por motivos diversos. A banda que virá ao Brasil conta com Terry Balsamo (guitarra), Tim McCord (baixo) e Will Hunt (baterista), além de James Black, da banda Finger Eleven, na segunda guitarra.

Na entrevista abaixo, Amy Lee fala sobre o novo álbum, a nova formação do Evanescence e lembra dos fãs e de outras memórias na primeira passagem do grupo pelo país, em 2007.

UOL Música: Essa é a segunda vez que o Evanescence vai tocar no Brasil. Quais são as lembranças da primeira vez e o que a banda espera para essa nova visita?
Amy Lee: Estou empolgada. A primeira vez foi incrível, os fãs não poderiam ter sido mais loucos e sensacionais com a gente. Eles são cheios de paixão e energia, sabiam cantar todas as letras, mesmo eu sabendo que nem todos aí sabem falar inglês. Eles foram ao hotel e cantaram nossas músicas a noite toda, eu amei. Não vamos tocar músicas novas, mas vamos tentar tocar algumas músicas que não tocamos da outra vez.

UOL Música: O que os fãs podem esperar desse show? Alguma surpresa?
Amy Lee: Acho que será uma surpresa se eu não errar! Faz quase dois anos que eu não faço um show. Então esse é o meu plano, não estragar tudo. Mas acho que vai ser divertido, vamos tocar o máximo que conseguirmos. Sempre tenho que tomar cuidado pra não estragar a minha voz e machucá-la por cantar por muito tempo, mas vou tentar cantar pelo máximo de tempo que eu conseguir.

UOL Música: O disco mais recente da banda saiu em 2006. Atualmente vocês estão planejando um novo álbum. A ideia é lançá-lo no ano que vem?
Amy Lee: Sim. A maioria das músicas já foi composta e agora estamos apenas fechando tudo, talvez faremos mais uma ou duas músicas, mas já está praticamente fechado. E eu amo [as novas composições], completamente. Estou realmente muito empolgada com o disco, está tomando uma direção um pouco diferente, mas não a ponto de soar como outra banda. Eu acho que os fãs vão gostar. É um pouco menos focado nas guitarras e mais na música eletrônica e em programação, e foi influenciado por bandas como Portishead e Massive Attack. Mas nem tudo é lento e climático, definitivamente há músicas divertidas.

UOL Música: Você está satisfeita com a formação atual do Evanescence?
Amy Lee: Sim, definitivamente. Terry [Balsamo, guitarrista] e eu temos uma ótima relação, ele compôs o “The Open Door” [disco de 2006] comigo, somos bem próximos há, pelo menos, seis anos. Tim, nosso baixista, é incrível. Ele é um ótimo amigo e mora em Nova York também, portanto saímos juntos muitas vezes. E Will Hunt é um baterista incrível. Acho que da última vez que tocamos no Brasil Rocky era o baterista, então todos verão que Will é um excelente baterista. Ah sim, e James Black, da banda Finger Eleven, tocará guitarra. Estou empolgada pra tocar com ele, é um guitarrista incrível.

UOL Música: As roupas que você escolhe parecem fazer parte do show do Evanescence. Você sempre se preocupa com o que vai vestir nas apresentações?
Amy Lee: Sim, você está certo. Eu tento me expressar sempre e essa é uma forma a mais de fazer isso, mas eu também preciso conseguir me mover no palco e isso é sempre um desafio. Eu ainda não decidi o que vou vestir aí, então vamos cruzar os dedos para que eu ache algo bem bonito. Tem que ser novo!

UOL Música: O Evanescence existe há mais de 10 anos. O que você acha que mudou do começo pra cá?
Amy Lee: Acho que dá pra escrever um livro inteiro sobre isso! Muita coisa mudou. Com o passar dos anos eu pessoalmente cresci bastante – dos 14 aos 27 anos de idade. Eu sou uma nova pessoa. Acho que a raiz principal do começo da banda ainda permanece e tem vida própria, tem seu próprio coração, e acho que é uma coisa bem bonita. Eu amo a música que faço e muita gente fez parte dela. Acho que estou numa posição bem melhor do que a que eu estava quando começamos, e de uns anos pra cá as coisas se tornaram cada vez mais saudáveis e controláveis. Acho que a música definitivamente amadureceu e a composição ficou bem melhor.