Agência Câmara Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Marx Beltrão

Com a crise das queimadas na Amazônia, o presidente Jair Bolsonaro editou o Decreto 9.992/2019, que determina a suspensão da permissão do emprego do fogo em todo território nacional pelo prazo de 60 dias. Só que o Decreto, por ser amplo demais, acabou causando apreensão no setor sucroalcooleiro de Alagoas e do Nordeste. Isto porque o uso controlado do fogo para a queima da palha da cana-de-açúcar objetivando o corte manual ainda prevalece na região. 

Na prática, a medida deverá trazer problemas às usinas de cana de açúcar, que tem previsão para início da moagem para setembro.  A queima da palha da cana é controlada pelos órgãos de proteção ao meio ambiente e para revisar o Decreto, o deputado federal Marx Beltrão (PSD), coordenador da bancada alagoana no Congresso Nacional, está acionando o governo do presidente Jair Bolsonaro.

“Já contatamos o líder do governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo, que foi muito solícito e se prontificou a levar a questão ao presidente Bolsonaro. Vamos acionar também a ministra Tereza Cristina, da Agricultura, e os demais organismos envolvidos com o tema. Entendo as motivações do Decreto e, de fato, coibir as queimadas da Amazônia é tarefa nacional. Mas o setor da cana, que pratica a queima dentro da lei e de modo controlado gerando empregos e renda, não pode ser afetado por esta medida”, defendeu Marx Beltrão.

Absurdo completo

Entidades nacionais do setor da cana e do etanol como a Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) teceram duras críticas ao Decreto 9.992/2019. De acordo com a entidade, a medida “paralisou a colheita da cana iniciada neste mês, absurdo completo, pois equipes e um contingente considerável de alocação de recursos e mão de obra para o processo de colheita. A Região é responsável por cerca de 10% da produção. No entanto tem grande representatividade, pois emprega 300 mil pessoas e tem mais de 22 mil fornecedores. Sem conta a sua importância econômica para os municípios e para os estados nordestinos produtores”.