Foto: Agência Brasil / Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Jair Bolsonaro

A economia brasileira ganhou mais alguns capítulos envolvendo o nome do presidente Jair Bolsonaro nos últimos dias, causando preocupação em representantes do setor agropecuário que temem, por exemplo, que o conjunto de regras proposto pelo presidente prejudique diretamente as exportações, principalmente para o mercado europeu.

Dentre as dúvidas que permeiam essas polêmicas e desentendimentos, uma delas é se Alagoas poderia sofreria danos diretos após essa “guerra fria” entre Jair e outras nações. O economista  alagoano Rômulo Sales, que explicou que estamos a ‘20 trimestres consecutivos com a economia sem voltar ao níveis pré-crise”, chegando ao seu período mais longo em toda a sua história.

Rômulo disse ainda que isso se deve a fatores que apontam um retrocesso na economia, e que as discursões com os principais líderes mundiais só aumentam as incertezas, tanto nacionais como internacionais. “E em ambiente de incertezas os agentes são racionais, dão preferência a liquidez, isto é, retêm moeda, não investem, não consomem”, disse o economista.

Sales disse ainda que quando não há investimento por parte do governo e do setor privado, seja por conta da PEC dos gastos ou devido a uma onda de incertezas econômicas, “a economia trava”, e que isso acaba sendo refletido em Alagoas. “Essa "trava" causa um "chain effect" em todos os entes federativos, e nosso estado, Alagoas, não sai ileso, sobretudo, devido às peculiaridades dos nossos indicadores socioeconômicos”, afirmou.

Por fim, Rômulo aponta o aumento do dólar com um fator a ser analisado mesmo sem haver riscos de uma contaminação em nossa economia. “Estamos com o dólar no seu maior patamar histórico, R$ 4,20. Em outras épocas qual seria o impacto desse câmbio na economia? Inflação! E qual nosso nível de inflação? 3,22% em 12 meses e com taxa de juros também na menor histórica, 6%”, afirmou.

“Mesmo com dólar alto, não há risco de contaminar a economia com inflação, pois estamos com capacidade ociosa muito grande. A economia está parada. Isso é realmente muito preocupante, mas não para o presidente do país”, concluiu.

*Estagiário com supervisão da editoria.