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Os números preocupam e necessitam de intervenção do poder público e sociedade urgentemente. Dados mostram que de 2018 para cá, aumentaram em mais de 140% as mortes por suicídio em Alagoas, em um país que ocupa o 6° lugar no mundo em mortes dessa natureza. De acordo com o Núcleo de Estatística e Análise Criminal de Alagoas – NEAC, entre 2016 e os primeiros sete meses de 2019, ocorreram 543 mortes de pessoas que tiraram a própria vida.  No ano passado, foram 172 suicídios, enquanto que até maio já foram 90 mortes dessa natureza, o que representa, em cinco meses, 50% de 2018. No mundo, 800 mil pessoas tiram a vida por ano. No Brasil, os suicidas chegam a 11 mil também a cada ano.

Preocupados com a situação, instituições públicas e entidades de acolhimento lançam, na próxima quarta-feira (28), a partir das 10h, na Praça do Centenário, em Maceió, o projeto "Unidos pela Vida", que reúne órgãos como Tribunal de Justiça, Ministério Público Estadual, Tribunal de Contas do Estado, Associação dos Procuradores do Estado de Alagoas, Polícia Militar de Alagoas, Corpo de Bombeiros Militar, além do Centro de Valorização da Vida (CVV), Acolha-me, Cavida e Cesmac. 

Nesse primeiro momento, o "Unidos pela Vida" concentra suas ações na informação maciça de onde e a quem as pessoas que passam por problemas como depressão - uma das maiores causas que têm levado muitos a tirarem a própria vida - podem ir e a quem recorrer.

"Acolha-me, Cavida, CVV são órgãos de escuta e acolhimento que funcionam 24h por dia em Alagoas e que servem para que as pessoas encontrem ajuda porque às vezes não estamos à vontade para falar sobre o que nos aflige com nossos familiares ou amigos, por exemplo. Além disso, o Cesmac tem atendimento psicológico gratuito e acessível à população. Por isso, no dia 28, o "Unidos pela Vida" vai levar o projeto até à sociedade, na Praça do Centenário", explicou a procuradora de Estado e membro do projeto, Cláudia Muniz do Amaral.

A voluntária do "Unidos pela Vida" afirmou que um dos objetivos do projeto também é sensibilizar as pessoas para a dor do semelhante.

"Vivemos uma sociedade de consumo, compromissos, preocupações e acabamos perdendo a sensibilidade e deixamos de olhar para o outro. É preciso ter atenção com aqueles com quem convivemos para perceber se houve alguma mudança de comportamento, acentuada ou não, para estendermos uma mão amiga, uma palavra de apoio e para dizer àquela criatura que ela não está sozinha no mundo", considerou. 
Passada a fase inicial do projeto, o "Unidos pela Vida" vai focar na comunidade escolar.

"Depois do dia 28, vamos organizar calendário para irmos a escolas públicas e particulares para falarmos com os jovens porque o suicídio ainda é visto como um tabu e, como tal, precisa que a sociedade discuta sobre ele para que se informe e não façamos de conta que ele não existe. Entendemos que é preciso falarmos abertamente sobre as causas que têm levado as pessoas a esse ato extremo", finalizou Cláudia Muniz do Amaral.

Serviço:

O quê: lançamento do projeto "Unidos pela Vida" de prevenção e combate ao suicídio

Quando: Quarta-feira, 28

Onde: Praça do Centenário, Farol, Maceió

Hora: a partir das 10h