Estadão Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Governador do Rio comemora morte de sequestrador

O polêmico gesto de comemoração feito pelo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, depois da morte de William Augusto da Silva, que sequestrou um ônibus com 37 reféns, na Ponte Rio-Niterói nesta terça-feira (20), repercutiu durante a sessão desta quarta-feira (21), na Assembleia Legislativa de Alagoas.  

Trazendo o assunto à tribuna, o deputado Cabo Bebeto (PSL) parabenizou a atitude e disse que, se estivesse no lugar de Witzel, faria uma comemoração maior: “Comemoraria de forma muito mais enérgica. Eu daria cambalhotas, uma pirueta... Entre quase 40 inocentes e um bandido, tem que morrer o bandido”.

Cabo Bebeto criticou a cobertura feita pela imprensa acerca do fato e disse que o governador vem sendo “crucificado” injustamente, já que tem adotado posturas e ações proporcionais ao crime organizado que domina o estado: “Vossa excelência me representa... Sou seu fã... Acertando ou errando, parabenizo suas posturas, suas ações”.

Críticas

O parlamentar também comentou sobre críticas que recebeu por parte da presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), Maria Consuelo, devido a indicação dele para que as escolas públicas tenham segurança armada. Em entrevista ao portal Gazetaweb, a sindicalista disse que o ambiente escolar não precisa de pessoas armadas, mas de investimento em educação.

Defendendo que fez a indicação pensando na segurança de pais, professores e alunos, o parlamentar reagiu ainda ao questionamento feito por um jornalista, cujo nome não foi citado. “Faz matéria leviana, tendenciosa, mistura política com nossa intenção de mudar, coloca o presidente no meio... Não traz uma ideia... Vá procurar um lavado de roupa... Fique com sua presidenta... O meu está trabalhando...”, disparou.

Apartes

Em aparte, Antonio Albuquerque defendeu a ação policial que culminou na morte do sequestrador do ônibus, baleado por um atirador de elite após quase três horas de cerco, mas criticou a “comemoração” do governador que, para ele, “apequenou” o gestor.

Albuquerque também criticou a postura de parte da imprensa e a atuação de grupos ligados aos direitos humanos: “O que me enoja é esse tal de direitos humanos, que não serve pra outra coisa, se não passar a mão na cabeça de bandido... Essa cambada que fica muitas vezes querendo inocentar bandido, não visita a viúva de um policial que morreu em confronto, mas basta que morra um bandido para que surjam querendo dar uma de paladinos da moralidade”.

Também em aparte, Francisco Tenório opinou que a atitude do governador não foi compatível com o cargo. “Não se comemora a morte de quem quer que seja, mesmo o pior dos bandidos... O governador parecia mais um torcedor de futebol, um menino brincando na rua, nunca um governador”, disse, criticando também o que classificou de despreparo dos atiradores de elite.

Ao final das discussões, o presidente da Casa, Marcelo Victor, lembrou ao Cabo Bebeto que, ao se tornar um homem público, as críticas fazem parte do pacote.