CadaMinuto/Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Adalberon de Morais

Vivendo no regime semiaberto e monitorado por tornozeleira eletrônica, Adalberon de Morais Barros, ex-prefeito de Satuba, deixou a prisão em 2018, mas continua cumprindo a pena pela morte do professor Paulo Bandeira [que foi queimado vivo e morreu] em 2003.

Em entrevista ao Cada Minuto, Adalberon disse que vive uma vida longe da política, a quem ele atribui toda “tempestade” ocorrida em sua vida no ano de 1997. 

Ele prefere não alegar mais inocência pelo crime de Paulo Bandeira, nem dos outros que foi acusado. “Eu não digo hoje mais que sou inocente, porque já fui condenado, mas no passado sim. Teve muito jogo político porque nunca tive problema com a justiça antes de estar prefeito e antes do fato que ocorreu”, comentou Adalberon.

Para ele, o seu destaque no cenário político alagoano despertou algumas ambições e invejas, além dos conflitos que teve com o governo estadual da época contribuíram para que o desfecho do seu julgamento fosse pela condenação. 

Adalberon foi acusado pela morte de Paulo Bandeira, do assessor Parlamentar Jeams Alves dos Santos, da feirante Gizele Suplime dos Santos e do motorista Carlos André Fernandes dos Santos. Mas foi a morte de Paulo Bandeira que causou a maior repercussão dos crimes atribuídos ao ex-prefeito. 

O professor Paulo Bandeira foi sequestrado, torturado, acorrentado e queimado vivo dentro de seu veículo, na Fazenda Primavera, zona rural de Satuba, em junho de 2003, após receber um telefonema, na Escola Professora Josefa Silva Costa, pedindo para que se dirigisse até a sede da Prefeitura Municipal. 

Mesmo com essas características do crime, Adalberon revela que o professor pode ter praticado até um suicídio. “As pessoas verdadeiras, que caso tenham feito isso, estão até hoje sorrindo e mangando de mim e dos outros que foram condenados pelo crime. Sou culpado porque fui julgado e condenado, mas não é brincadeira 15 anos e minha consciência tão boa, da mesma coisa de quando entrei”, conta ele.  

O ex-prefeito lembra que o único desentendimento que houve entre ele e Paulo foi ocasionado por uma questão política, envolvendo a diretora da escola onde o professor lecionava. 

“Tive duas brigas com ele, mas na realidade nunca pensei em matar esse cidadão. Mataram e colocaram a culpa para Adalberon, por conta de politicagem”.